terça-feira, 18 de setembro de 2012

Vera Golik - Conselheira do Conselho Estadual da Condição Feminina



É com grande satisfação que informamos que Vera Golik tomará posse para mais um mandato como Conselheira do Conselho Estadual da Condição Feminina no dia 19 de setembro, às 15 horas no Palácio dos Bandeirantes, Salão dos Pratos (Av. Morumbi, 4500, 1º andar).

Desejamos à Vera a maior sorte do mundo!


quinta-feira, 13 de setembro de 2012

O Yoga e os benefícios ao paciente com câncer


O câncer é uma doença que atinge cada ‘pedacinho’ da vida de um paciente. O impacto do diagnóstico, as novas demandas do dia-a-dia, as dores e outros inconvenientes do tratamento. Corpo e mente experimentam desconhecidas e imprevisíveis sensações e, muitas vezes, tiram do paciente a possibilidade de exercer controle sobre si mesmo.

Aceitar os novos limites e buscar maneiras de ter bem estar físico e emocional dentro das condições que a doença impõe, são medidas importantes para ter qualidade de vida durante o tratamento.

Amor e amparo da família e dos amigos, relacionamento de confiança com a equipe médica, alimentação balanceada, informação qualificada, pratica de atividades físicas e de relaxamento mental são, entre outras, orientações que o Instituto Oncoguia sugere a todos os pacientes.

O Yoga, que em suas várias definições preconiza a busca interna pelo bem estar físico, emocional e espiritual do indivíduo pode, e muito, interferir positivamente na vida do paciente!

Para a instrutora de Yoga da True Love Yoga (Florianópolis/SC), Miila Dezert, quase todos os braços da filosofia milenar podem beneficiar uma pessoa em tratamento para o câncer. "A concentração (Pranayama), a postura (àsanas), a meditação. Os benefícios da prática, do corpo relaxado e tranquilo e da mente silenciosa, já foram estudados em todo o mundo.”, comenta.




Estudo

A ciência há tempos estuda a relação entre o Yoga à saúde do organismo, e o câncer já foi objeto de alguns ensaios.

Pesquisa realizada pelo MD Anderson Cancer Center (uma das principais referências mundiais no tratamento do câncer) em 2011, com portadoras de que câncer de mama, mostrou que a prática do Yoga, além de reduzir os níveis de cortisol (hormônios do estresse), promoveu a melhora no funcionamento do organismo das mulheres como um todo. Aumentou a capacidade de executar as tarefas do dia-a-dia, reduziu o cansaço e fez com que elas ‘encarassem’ a doença com menos sofrimento.

Ainda, segundo o estudo, a prática do Yoga estimulou a produção de um neurotransmissor conhecido como GABA, que está ligado à depressão e outros transtornos de ansiedade, quando em baixos níveis.



Yoga Restaurativo
Miila sugere às pessoas em tratamento para o câncer o Yoga Restaurativo, que tem como objetivo a manutenção ou recuperação da saúde, enfocando a eliminação das tensões físicas do estresse, um processo que incentiva o praticante a ser parte de seu processo de cura.

"O Yoga Restaurativo traz descanso físico sem requerer movimentos ou esforço muscular. Acalma o sistema nervoso e diminui a ansiedade, cansaço físico e mental, pois as posturas fazem com que o sistema nervoso encontre respostas para que hormônios do relaxamento sejam liberados, explica.
A também instrutora, Malu Raynaud, da
Shiva Yoga Shala (São Carlos/SP), concorda e complementa:

"O Yoga Restaurativo pode ser realizado em casa e até na cama”, o que é importante nos casos em que o paciente fica imunodeprimido e, portanto, sujeito a infecções oportunistas.


E diz ainda: "Com o material correto e a orientação de um profissional essas posturas restaurativas podem ser incluídas na rotina do paciente de maneira a melhorar seu sono, abaixar sua pressão arterial e batimentos cardíacos, diminuir níveis de glicose e etc”.

Métodos de relaxamento (Yoga Restaurativo)

Supta Badha Konasana


 
Sente-se na ponta do bolster (almofada para a prática do Yoga) que estará paralelo ao mat (tapete). Coloque um bloquinho abaixo do bolster para dar altura para a cabeça, deixar o coração mais alto que a pélvis. Pés tocando-se, planta com planta, joelho para os lados. Coloque almofadas (idênticas) debaixo dos joelhos. Lembre-se: nada de alongar virilhas, você deve relaxar. Braços soltos aos lados, cubra-se no frio (deixe os pés quentinhos!) e almofadinha nos olhos. Tempo: 25 minutos. Cuidado com a lombar, caso sinta desconforto, diminua a altura entre seu quadril e o bolster com uma mantinha.


Side Savasana
Agora de lado, você digere os sentimentos da postura anterior. Deite-se de lado, na postura fetal. Qualquer lado. Use uma almofada como travesseiro, o bolster vai tocar suas costas provendo sensação de proteção, uma manta ficará entre seus joelhos e tornozelos e um rolinho no seu peito para que você possa abraçá-lo. Tempo: 25 minutos. Suspire e se entregue.
 
Respire!
 
O Instituto Oncoguia perguntou às professoras Miila e Malu como a respiração consciente, profunda, diafragmática, pode ajudar o paciente com câncer nos dias em que a fadiga e baixa autoestima batem à sua porta. Para elas, a respiração consciente ‘faz milagres’. Confira o que dizem as professoras, respire profundamente e relaxe!
 
Miila:"A respiração e meditação no presente, ensinada pelo mestre Budista Tibetano Thich Nhat Hanh, ajuda sim, pois levando a atenção plena ao momento presente temos ao nosso ladinho a palavra "aceitacão". Aceitamos a doença, aceitamos com gratidão o tratamento, aceitamos as dores, o enjoo e também o retorno do bem estar. O câncer tem a ver com uma luta constante. Tem a ver com o não, com negação. Saindo do passado e do futuro e ficando no estado aqui e agora aprendemos a aceitar as ajudas, os pedidos de perdão, a necessidade depedirperdão, de limpar a "casa" do coração e não só depender da medicina e dos médicos (...)”.
 
Malu : "A respiração consciente faz milagres. Faz milagres porque relaxa, e o relaxamento cura. O médico americano Herbert Benson professor e pesquisador da Universidade de Harvard publicou trabalho científico comprovando o que ele chama de "resposta do relaxamento”; estado de relaxamento que combate os sintomas do estresse e que é acessado por meio de exercícios respiratórios. Tal "resposta do relaxamento” deve ser praticada uma ou duas vezes por dia; sentando-se confortavelmente, leva-se a atenção à respiração e, com a ajuda de um nome, mantra ou oração mantém-se a atenção em cada exalação. Com 15 minutos de pratica o sistema nervoso párasimpático entra em ação e relaxa todo o corpo. Isso é meditação!”.
 
 
Fonte: Oncoguia

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Menor consumo de sal reduz risco de câncer de estômago


Diminuir o consumo de alimentos salgados como pão, presunto e outros embutidos pode reduzir os riscos de câncer de estômago. O alerta foi feito pela ONG britânica World Cancer Research Fund (Fundo Mundial de Pesquisas sobre o Câncer, WCRF).

A entidade, que oferece aconselhamento sobre a prevenção do câncer, quer que a população consuma menos sal e que a quantidade de sódio nos alimentos industrializados seja indicada mais claramente no rótulo. Apenas na Grã-Bretanha, um em sete cânceres do estômago poderiam ser prevenidos se as pessoas seguissem as recomendações diárias de consumo de sal, diz a ONG.

Sal demais pode provocar pressão alta, doenças cardíacas e acidentes vasculares (derrames), além de câncer. O consumo diário recomendado pelas autoridades de saúde britânicas é 6 gramas. Mas, segundo o WCRF, os britânicos consomem, em média, 8,6 g por dia.

No Brasil, um estudo encomendado pelo Ministério da Saúde ao IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), publicado em 2011, revelou que o brasileiro consome, em média, 8,2 g diárias de sal.


Inimigo Oculto
 “O câncer de estômago é difícil de ser tratado com sucesso porque a maioria dos casos não é detectada até que a doença já esteja bem estabelecida”, disse a diretora de informação do WCRF, Kate Mendoza. “Isso enfatiza a importância de escolhermos um estilo de vida que previna a ocorrência da doença – como cortar o consumo de sal e comer mais frutas e legumes”.

Comer muito sal, no entanto, não é uma questão de virar o saleiro sobre a batata frita. A maior parte do sal – cerca de 75% – que ingerimos já está no alimento. Por isso, o WCRF está pedindo que um sistema semelhante às luzes de um semáforo seja adotado nos rótulos de alimentos industrializados. Vermelho para índice alto, amarelo para médio e verde para baixo.


No Pará
O Instituto Nacional do Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) prevê que em 2012 ocorram mais de 1.300 novos casos de câncer de estômago entre os habitantes da região Norte, sendo 690 só no Pará, entre homens e mulheres. Isto é, o nosso estado responde por mais da metade das ocorrências de câncer de estômago de toda a região.

Para o oncologista Sandro Cavalléro, chefe do setor de quimioterapia do HSM Hospital e Diagnóstico, quando são analisados os fatores de risco desta neoplasia, a questão alimentar surge como um dos motivos para a elevada taxa de incidência na região. O médico afirma que alimentos que comprovadamente aumentam o risco de câncer gástrico são os gordurosos, com alto valor calórico, defumados, salgados e queimados.

A dieta pobre em frutas e verduras também está associada ao aumento do risco assim como o tabagismo. “Verificando a dieta dos paraenses, podemos relacionar com vários destes fatores de risco, além de que, em nossa população ribeirinha, muitas vezes os alimentos ainda são conservados em sal, tornando-o um potente estimulador a desenvolver câncer”, observa.

De acordo com o médico, o câncer gástrico é muito difícil de ser diagnosticado precocemente, já que neste estágio, a doença não produz sintomas, ou quando indica são muito vagos como dor abdominal, perda de peso e saciedade precoce. Com o avanço da doença, o paciente pode apresentar esses mesmos sintomas de forma mais intensa, assim como sangramentos e anemia. “O diagnóstico definitivo é feito com endoscopia associada à biópsia da lesão. Há uma dificuldade de se levar este exame até as comunidades mais carentes e distantes, já que até mesmo o exame de papanicolau (preventivo do colo de útero) que é bem mais simples, muitas vezes não chega a esta população”.

O tratamento para o câncer de estômago consiste principalmente em cirurgia, acompanhada ou não de quimioterapia e radioterapia. “Com a evolução do tratamento, temos obtido cada vez mais sucesso com estas opções terapêuticas”, conclui o médico.



Fonte: Blog do Câncer

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Depoimento - Meire Arita


Meire tem 47 anos e é professora. Ao olhar a foto de Rose e Luz, parou para observar mais a exposição, pois o afeto e solidariedade que as fotos mostram a fez se interessar mais. Ela disse que raramente para para ver as exposições do metrô, mas a De Peito Aberto é realmente especial.

 “Não conheço ninguém que passau pela doença, graças a Deus, mas achei a exposição muito importante”. Meire gostou muito de ver a vontade de viver e autoestima das pessoas retratadas, além de sentir muita vontade de ajudar e de estar perto de quem gosta.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Dormir pouco pode elevar o risco de câncer de mama agressivo


Dormir pouco pode ser um fator de risco para um tipo agressivo de câncer de mama, indicou uma nova pesquisa feita na Universidade Case Western Reserve, nos Estados Unidos. O estudo, que é o primeiro a olhar para essa relação, também concluiu que o sono insuficiente está ligado a uma maior probabilidade de recorrência da doença. Os resultados foram publicados na edição deste mês do periódico Breast Cancer Research and Treatment.

Participaram da pesquisa 412 mulheres que já haviam passado pela menopausa e que tinham acabado de ser diagnosticadas com câncer de mama. Elas responderam a questionários contendo perguntas como qual era a duração média do sono de cada uma nos últimos dois anos. Os autores do estudo descobriram que as pacientes que dormiam, em média, menos do que seis horas por noite foram aquelas que apresentaram os tumores mais agressivos e as maiores chances de recorrência da doença após o tratamento.

"As conclusões sugerem que a falta de sono suficiente pode causar tumores mais agressivos, mas mais pesquisas precisam ser feitas para compreendermos as causas desta associação", diz a coordenadora do estudo, Cheryl Thompson. A autora lembra que essa relação foi estabelecida em mulheres que estavam na pós-menopausa, e que ela pode não ser a mesma entre pacientes que não passaram por esse período. “A duração do sono é um perigo para a saúde pública, já que também pode desencadear obesidade, diabetes e doença do coração. Uma intervenção eficaz em aumentar o tempo em que um indivíduo dorme e melhorar a qualidade de seu sono pode ser um bom caminho para evitar essas doenças e também tumores agressivos na mama”, afirma.



Fonte: Veja