quinta-feira, 26 de setembro de 2013

A mulher depois da histerectomia

A histerectomia é uma cirurgia para remover o útero quando o mesmo sofre de alguma patologia, tais como tumores, fibromas, câncer do endométrio, câncer de colo uterino, adenomiose, entre outros.

A cirurgia atualmente é bastante comum, visto que as técnicas cirúrgicas se tornaram menos agressivas, garantindo um pós-operatório mais confortável e claramente contribuindo para que as mulheres retornem muito mais rápido para suas atividades habituais.

O útero pode ser removido totalmente ou parcialmente. O procedimento pode incluir ou não a retirada de trompas e ovários. Esta cirurgia só é menos frequente que as cesarianas. O diferencial está na incisão cirúrgica que pode ser abdominal ou vaginal ou ainda videolaparoscopica.

Apesar de muitos estudos mostrarem a satisfação das mulheres com a retirada do útero, observa-se que este assunto ainda é muito controverso. Algumas pacientes manifestam claramente a preocupação com sua sexualidade. Sentem-se vazias por dentro, considerando também o procedimento uma agressão a sua feminilidade.

É comum eu ouvir no consultório esta pergunta: "Doutora, vou continuar sentindo desejo pelo meu companheiro depois da cirurgia?” ou "Ele vai perceber alguma diferença ?”. Por isso tratarmos deste assunto é importante usando de toda experiência que possuo de 28 anos na área de ginecologia.

O conceito que a mulher tem de sua sexualidade, feminilidade e capacidade reprodutiva deve ser considerado sempre na fase pré-operatória porque acredito que o risco de desajustes emocionais e sexuais que ocorrem após a remoção do útero esteja inteiramente associado aos aspectos sociais. A qualidade da relação do casal parece ser também de extrema importância para o bem-estar psíquico e sexual após a cirurgia.

A discussão é bastante complexa, mas nos leva a perceber a necessidade de abordar a retirada do útero a partir de uma perspectiva ampliada, com olhos na saúde física e emocional.

O que posso dizer é a que mulher após a retirada do útero ficará liberta daqueles sangramentos tão desconfortáveis que não se resolviam com nada na prática clínica. E o mais importante é que os órgãos do corpo se acomodam para ocupar o lugar do útero. Portanto, se há vazio, este é psicológico.


Fonte: Oncoguia

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Casamento ajuda a resistir a câncer

Estudo publicado no “Journal of Clinical Oncology” afirma que, em média, pessoas diagnosticadas com câncer vivem mais se forem casadas. Elas também tendem a ter um diagnóstico mais precoce – quando o tratamento ocorre com mais sucesso – e a se tratarem de forma mais adequada.

Segundo Ayal Aizer, da Universidade Harvard, o casamento pode ter um impacto significativo nos pacientes com câncer. O resultado apareceu para diversos tipos da doença: pulmonar, colorretal, de mama, de pâncreas, de próstata, hepático, linfoma não-Hodgkin, cabeça e pescoço, de ovário, e de esôfago. Foram analisados 735 mil casos de câncer nos EUA identificados entre 2004 e 2008.

Os dados mostraram que os solteiros têm uma tendência 17% maior de que seu câncer chegue a metástase (quando se espalha para além do órgão de origem), além de terem chance 53% menor de receber tratamento adequado.

Paul Nguyen, outro autor do trabalho, ressalta que o estudo não deve ser visto como uma exaltação do casamento, mas que serve para lembrar àqueles que têm um parceiro com câncer que sua participação no tratamento pode fazer muita diferença.





Fonte: G1

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

O gargalo do câncer

É oportuna, mas pouco provável de ser de fato cumprida a liminar dada pela Justiça Federal, a pedido da Defensoria Pública da União, para tentar acelerar o início do tratamento contra o câncer no SUS.

A decisão se refere ao cumprimento da Lei 12.732/12, que passou a vigorar em maio deste ano e que obriga o SUS a iniciar o tratamento contra a doença em até 60 dias após o diagnóstico no prontuário médico.

Agora, a Justiça ordenou que o prazo máximo de 60 dias entre o diagnóstico do câncer e o início do tratamento seja contado a partir do resultado do exame.

Na vida real, isso significa muito. Diante da suspeita de câncer, em tese, o paciente do SUS é encaminhado para um especialista, que pede um exame.

Quando o resultado fica pronto, ela marca uma nova consulta. É a partir daí que começa a contar o prazo dado pela lei. Mas entre fazer o exame e conseguir agendar com o especialista pode levar dois meses em média, que, somados aos outros dois meses previstos em lei, elevaria para quatro meses o início real do tratamento no SUS.

E isso na melhor das hipóteses. O período pré-diagnóstico é hoje um dos pontos mais críticos do SUS. Até o paciente chegar ao resultado, existe uma longa peregrinação.

O ministério afirma que vai recorrer da decisão, justificando que o registro no prontuário dá maior segurança, pois a forma de entrega do resultado não é padronizada no país. A defensoria orienta as pessoas a denunciarem se a decisão for descumprida pelo SUS.

Diante do imbróglio, é difícil deixar o ceticismo de lado e acreditar que, na prática, algo vá mudar no atual cenário. A razão é simples: não houve aporte adicional de recursos para que a lei saia do papel e faça, de fato, alguma diferença na vida das pessoas com câncer.

Os pacientes continuam enfrentando grande dificuldade de encontrar, em pouco tempo, um serviço público para tratar alguns tipos de câncer, como o de esôfago, e o de reto, que exigem tratamento multidisciplinar.

Também não ficou claro como irá funcionar a punição das instituições que não cumprirem o prazo estipulado pela lei. Afinal, quem será punido?

"Se entre o diagnóstico e a chegada ao hospital o prazo for muito longo, o tempo de se fazer todas as outras atividades [como o preparatório para uma cirurgia] diminui. Quem será penalizado, o serviço que fez o diagnóstico inicial ou o serviço que aceitou o paciente? Isso não está esclarecido na legislação", questionou o oncologista Paulo Hoff, diretor do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo), em audiência pública no Ministério Público Federal para debater o tema, no dia em que a portaria foi publicada. A ver.


Texto escrito por Cláudia Collucci, colunista de saúde da Folha de São Paulo.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Exposição De Peito Aberto em Minas Gerais

Queridas amigas de Minas Gerais, temos boas novas: No Outubro Rosa a EXPOSIÇÃO "DE PEITO ABERTO, a Autoestima da Mulher com Câncer de Mama, uma Abordagem Humanista" vai estar em BH/Contagem, no Itaú Power Shopping (Av. General David Sarnoff, 5160, Cidade Industrial, Contagem / MG); de 01 a 09 de Outubro (de segunda à sábado das 10h às 23hs e domingos de 11hs às 22hs). A Palestra será no dia 02 de outubro (às 20 horas) também no Shopping (no local da exposição).

Em Uberaba: no Sesc Uberaba (Unidade I Rua Ricardo Misson, 411, Fabrício. Uberaba – MG); de 5 a 20 de outubro (Segunda à sexta-feira: 09h às 20h30 / Sábados e domingo: 09h às 16h30)
A Palestra será no dia 07 de outubro (das 19hs às 20:30hs), no Auditório do Sesc Uberaba (Unidade III) – Pça Estevam Pucci, 386, Fabrício. Uberaba – MG

ENTRADA FRANCA - Levem os amigos! E ajudem a divulgar.

Se puderem, escrevam inbox para a Vera quem quiser ser um de nossos colaboradores ou para indicações de equipe de monitoria.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Vacina inédita contra HPV é desenvolvida em Santa Catarina

Especialistas de todo o Brasil se encontraram nesta semana na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) para discutir os tratamentos e a prevenção contra o HPV, vírus que é transmitido sexualmente em 95% dos casos, segundo especialistas. O vírus transmite o câncer de colo de útero, tumor maligno que contaminou 300 catarinenses em 2012 e levou 165 delas a morte.

Existem 200 tipos de HPV e somente aqueles que apresentam manchas no colo do útero ou nos órgãos que podem evoluir para o câncer. Outros tipos se manifestam em forma de verrugas, casos estes considerados de baixo risco, mas que preocupam.

Em Florianópolis, 21% das mulheres entre 18 e 70 anos têm algum tipo de HPV. Entre os homens, esse percentual sobe para 40%.

E é de Santa Catarina que sairá uma nova possibilidade de prevenção. "Estamos em uma fase final de avaliação no Centro de Pesquisa HPV no Hospital Universitário de uma vacina que chamamos de multivalente. Nessa vacina, foram acrescentados cinco tipos diferentes de HPV's que causam câncer para dar uma proteção maior. Com esses tipos contidos na vacina, praticamente vamos pegar todos os casos de câncer ou lesões pré-cancerosas associadas ao HPV", explicou o médico Edison Natal Fedrizzi.

O centro de pesquisas da UFSC fez uma parceria com algumas clínicas de Florianópolis onde as pessoas podem tomar a vacina com 20% de desconto. Para conseguir o benefício, é preciso se cadastrar na Universidade. O telefone para contato: (48) 3233-6798.

Vacina contra o HPVO governo federal anunciou no dia 1º de julho que o Sistema Único de Saúde (SUS) irá disponibilizar a vacina contra o vírus HPV a partir de 2014. A produção da vacina já está sendo negociada com um laboratório brasileiro e, segundo o Ministério Público, mais de 100 mil meninas catarinenses devem ser imunizadas contra o vírus, em um sistema de três doses em que meninas de 10 e 11 anos serão imunizadas.

Por enquanto, as vacinas bivalente e a quadrivalente contra o vírus estão disponíveis apenas nas clínicas particulares. São três doses e, cada uma, custa R$ 300, em média. Apesar do custo elevado, a vacina demonstrou 90% de eficácia.


Fonte: Oncoguia