terça-feira, 10 de março de 2015

Câncer de mama: risco de mulheres negras é maior antes dos 40 anos

Entre 5% e 10% dos casos de câncer de mama deve-se ao fator hereditariedade. São genes anormais que passam de mãe para filha, sendo formados por DNA (ácido desoxirribonucleico) – material que contém instruções para a síntese de proteínas e sua replicação. As proteínas, por sua vez, controlam a estrutura e o funcionamento de todas as células que formam o corpo humano.  Sendo assim, qualquer anormalidade no DNA leva a um crescimento desordenado das células. Estudo publicado no jornal Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention revela uma mutação genética que acomete famílias afrodescendentes. Especificamente, mulheres negras têm mais chances de serem diagnosticadas com câncer de mama do que mulheres brancas antes dos 40 anos.

Cientistas supõem haver mais genes anormais associados ao câncer de mama do que os conhecidos BRCA1 e BRCA2. Esses genes são considerados supressores de tumor. Em células normais, contribuem para a estabilidade do material genético. Quando sofrem mutações, aumentam os riscos de a paciente desenvolver câncer de mama e de ovário. Através de um exame de sangue periférico (comum) e do preenchimento de um questionário para testes genéticos, a paciente saberá se carrega ou não uma mutação nos genes BRCA1 e BRCA2.

No estudo Jewels in Our Genes, pesquisadores investigaram o DNA de mais de cem famílias afrodescendentes que desconheciam qualquer anormalidade nos genes BRCA1 e BRCA2. Entre as participantes havia 179 mulheres que tinham sido diagnosticadas com câncer de mama e 76 de suas irmãs, que nunca tinham sido diagnosticadas. Os pesquisadores encontraram três regiões anormais do DNA. De acordo com Heather Ochs-Balcom, coordenadora do estudo na Universidade de Buffalo (Estados Unidos), a descoberta dessas regiões levanta a possibilidade de haver genes de câncer de mama ainda não descobertos e que estão relacionados à raça. Como as pessoas não podem mudar a genética, mulheres negras devem estar mais atentas à prevenção do câncer de mama, que inclui – além dos exames preventivos – manter um peso saudável, se exercitar regularmente, limitar o consumo de álcool, evitar gordura trans, alimentos processados, muito sal e açúcar na dieta, e não fumar.

PREVENÇÃO É FUNDAMENTAL

De acordo com a American Cancer Society, cerca de 80% das alterações submetidas à biópsia por agulha (mamotomia) são consideradas benignas.  Na opinião da doutora Vivian Schivartche, especialista em diagnósticos de câncer de mama do Centro de Diagnósticos Brasil (CDB), em São Paulo, o rastreamento mamográfico deve começar aos 40 anos. Entretanto, é importante estar sempre alerta porque há mulheres que notam o aparecimento de um nódulo no seio antes disso.

“Hoje em dia, as pacientes contam com recursos diagnósticos de ponta. A tomossíntese, ou mamografia tomográfica, proporciona aumento de sensibilidade (maior detecção de câncer) e especificidade (menos falso-positivos e imagens que simulam tumores, mas são apenas tecido normal superposto). Como esse exame permite distinguir entre as imagens verdadeiramente suspeitas e aquelas provocadas apenas por superposição de estruturas normais, uma importante vantagem é a redução do número de biópsias. Esse dado é bastante relevante, haja vista que mais e mais pacientes têm sido poupadas de procedimentos complexos que acabam gerando estresse e desgaste emocional”, diz a médica.

De acordo com a especialista, além de aumentar a detecção do câncer da mama, a tomossíntese possibilita a detecção de tumores menores, fato que tem implicação direta tanto na sobrevida quanto na qualidade de vida das pacientes. “Tumores menores permitem a realização de cirurgias menos mutilantes e a um custo consideravelmente mais baixo de tratamento. Tudo isso tem impacto na qualidade de vida da paciente e deve ser priorizado sempre que possível. Com esse exame, há melhor definição das bordas das lesões, proporcionando melhor caracterização de seu aspecto benigno ou maligno. Também é possível obter melhor detecção de lesões sutis e saber exatamente onde, na mama, a lesão está.”

Fontes: Dra. Vivian Schivartche, médica radiologista, pioneira na introdução da Tomossíntese na América Latina, que se deu no Centro de Diagnósticos Brasil (CDB Premium) em 2010. www.cdb.com.br
Press Página

terça-feira, 3 de março de 2015

CHEGA AO BRASIL O PRIMEIRO EQUIPAMENTO DE RADIOTERAPIA INTRAOPERATÓRIA

Aparelho proporciona resultado clínico equivalente à radioterapia convencional, porém oferece tratamento para o câncer de mama e outras regiões em uma única sessão

O INTRABEAM® chega ao Brasil para revolucionar o tratamento no combate ao câncer de mama e de outros tipos da doença, como coluna, pele e abdômen. A grande novidade é que diferentemente do procedimento convencional de seis semanas, a radioterapia intraoperatória é feita logo após a remoção do tumor, ainda durante a cirurgia. O procedimento é realizado em uma única sessão por meio de um acelerador linear miniaturizado com um feixe de fótons de baixa energia, e tem duração média de 20 a 30 minutos.

Durante o procedimento, o cirurgião posiciona um aplicador esférico no leito cirúrgico, assegurando uma posição exata do aplicador ao tecido-alvo. Dessa maneira, garante a eficácia do tratamento, onde estudos comprovam que é nessa região em que há mais chances de recorrência do tumor.
O Dr. Ézio Novais, médico responsável pelo  serviço de mastologia do Hospital São Rafael, em Salvador – onde o primeiro aparelho foi instalado pela multinacional ZEISS, responsável pelo desenvolvimento da tecnologia – explica mais detalhadamente o processo. “Durante o procedimento, a posição do tumor é calculada e, assim, ele é removido. Feito isso, o INTRABEAM® é colocado na cavidade para o tratamento. Em seguida, o aplicador é removido e a incisão fechada”.

O INTRABEAM® é destinado a pacientes em estágio inicial da doença. Hoje, a radioterapia intraoperatória ajuda a evitar exposição desnecessária à radiação e limita o tratamento à porção da mama onde o tumor primário estava localizado. No caso de outros tipos de câncer, o equipamento disponibiliza outros tipos de aplicadores.

Vale ressaltar que o sistema INTRABEAM® usa raios-x de baixa energia e por ser feito no mesmo local da cirurgia, pode gerar menores danos ao tecido saudável, eliminar ou reduzir os possíveis efeitos colaterais associados ao método convencional como vermelhidão, sensibilidade ou alteração na cor da pele, fadiga, fibrose do tecido da mama ou atraso na cicatrização de feridas; melhorar o resultado estético e ainda permitir a substituição do tempo da radioterapia usual ajudando as pacientes a voltarem à rotina com mais rapidez. Esse método de aplicação localizada de radiação é chamado de Irradiação Parcial Acelerada da Mama (APBI).

O INTRABEAM® é uma oportunidade de tratamento radioterápico eficiente e no momento da cirurgia, sem grandes alterações no processo cirúrgico tradicional, diminuindo o tempo de tratamento radioterápico das mulheres e ainda contribuindo para o atendimento dos pacientes que aguardam nas listas de espera para tratamento. É sabido, que o número de equipamentos de radioterapia convencional, não é suficiente para atender todos os casos de câncer detectados em nosso país, criando longas filas de espera para o tratamento.

Fonte: Grupo Máquina

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Mais de 40% de usuários de planos de saúde ainda pagam por medicamentos oncológicos cobertos pelas operadoras

Com um ano em vigor, resolução da ANS obriga operadoras a pagar por esses remédios que chegam a custar até R$ 15 mil



 Embora esteja em vigor a pouco mais de um ano, a resolução 338 da Agência Nacional de Saúde (ANS), que prevê a cobertura dos planos de saúde em medicamentos oncológicos via oral, muitos pacientes ainda pagam pelos remédios por desconhecer o benefício.
Segundo levantamento da Drogaria Nova Esperança, um dos principais varejistas de e-commerce farmacêutico, mais de 40% dos detentores de planos de saúde desconhecem a RN 338 e ainda desembolsam para adquirir os medicamentos.
“Procuramos informar nossos clientes sobre todas as regulamentações e resoluções dos órgãos de governo que tragam benefícios, já que se trata de uma obrigação de qualquer varejista do setor”, comenta Marcos Dávida, diretor da Nova Esperança. O valor desses medicamentos pode chegar a até R$ 15 mil.
O executivo revela ainda que a empresa se preparou para atender o aumento da demanda por medicamentos oncológicos depois da publicação da RN 338. “Tivemos um aumento de faturamento nos oncológicos de 119% no último ano e conseguimos atender todos os pedidos, sobretudo das gestoras de benefícios de saúde que atendem os setores corporativos”, revela Davida.
Fonte:  Conversion

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Novos tratamentos contra o câncer de mama proporcionam mais tempo de vida

Novas tecnologias para o tratamento de alguns tipos de tumores, como os que comprometem a mama, permitem que as pacientes em fase metastática vivam mais e melhor com boa qualidade de vida.

No caso do câncer de mama metastático HER2 positivo, por exemplo, a nova linha de tratamento permite que as pacientes consigam mais anos de sobrevida, com qualidade, para desfrutar da família e de amigos, realizar sonhos e alçar conquistas.

As novas drogas funcionam como terapia-alvo, isto é, foram desenvolvidos para atacar, exclusivamente, as células cancerosas. Por isso, são eficazes e causam menos efeitos adversos. É o caso de medicamentos como o pertuzumabe, cujos estudos comprovaram que, quando em combinação com o trastuzumabe e docetaxel, permite que aproximadamente metade das pacientes viva em torno de 5 anos, o que representa um ganho de tempo considerável em termos de oncologia.
“Estas novas drogas alcançaram os melhores índices no controle de metástases e estão revolucionando o tratamento do câncer de mama HER2 positivo, permitindo as pacientes mais tempo de vida”, garante o mastologista  e o chefe da pesquisa com o pertuzumabe, Roberto Hegg.

O câncer de mama metastático HER2 positivo, um dos tipos mais agressivos da doença, representa aproximadamente 20% dos casos de câncer de mama, cerca de 11 mil mulheres no Brasil.

Fonte: FSB Comunicações

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Confira a história de Rasmie Sleiman, um exemplo de superação e fé.


"Sou Rasmie Sleiman Ghazzaoui, tenho 39 anos. Tudo começou quando acordei e notei uma bola ao lado da mama esquerda, próxima à axila. Como não temos casos de câncer de mama na família, fiquei despreocupada e nem dei muita importância. Mas, no dia 01/09/2013 realizei a biopsia e na consulta com Dr Isaak Ferman, mastologista, recebi a notícia de Carcinoma invasor de ductos mamários, o tumor estava com 2,5cm e muito próximo da axila, foi um susto tremendo não esperava por esta, foi um choque, e aí começou a saga.

Dia 26/09/2013 realizei a cirurgia, foi retirado um quadrante da mama e o gânglio sentinela. Escutei a opinião de três oncologistas, fiz a escolha do Dr Fernando Maluf, o único que antes de falar do tratamento falou da cura, o que só nos fortaleceu, pois minha família estava muito assustada. Ele me garantiu que seria curada e que faria de tudo. Ele  cumpriu com a sua palavra e Deus com seu propósito.

Dia 11/11/2013 realizei minha primeira quimioterapia. Os ciclos eram a cada 21 dias, eis que se iniciava minha luta pela sobrevivência. No começa era uma obrigação se manter viva, por duas vezes a morte bateu na minha porta, mas sempre mantive a minha fé e isso me fortalecia! Era uma luta diária, ao longo do tempo meus cabelos caíram inúmeras vezes, fora as internações, depressão, lágrimas desesperança e sonhos engavetados.

Foram 18 sessões de quimio e 30 sessões de radio, a última sessão de quimio 03/11/2014 e o cabelo já estava dando sinal de vida, a esperança voltando a florescer, os sonhos que estavam engavetados começam a querer ser concluídos..

O tratamento é longo, são 10 anos tomando o tamoxifeno, acredito que um dia minha cura vai ultrapassar os 100%, e não precisarei esperar 10 anos para receber alta, tenho esperança que irei concluir antes disso.

Hoje sinto minha vida de volta e tudo mudou: o olhar, a tolerância, a religiosidade. A fé me deu forças e moveu os céus, a família ficou mais unida mais amorosa.

Aqui estou eu cheia de sonhos e esperança!"

*Depoimento de Rasmie para a fanpage De Peito Aberto.