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terça-feira, 9 de outubro de 2012

Falta consenso sobre vacinas anti-HPV


Em torno de 60 países incluíram a vacina contra o papilomavírus humano (HPV) nos programas de imunização. Na América Latina, Argentina, Panamá, México, Colômbia, Peru e Ilhas Caimã passaram na frente do Brasil e administram doses imunizantes em meninas desde a infância. Alguns desses países apresentam redução de até 90% na incidência de verrugas genitais e, segundo pesquisadores, possivelmente o número de mulheres acometidas com o câncer do colo do útero deverá acompanhar esses resultados a longo prazo. Mas há uma questão que divide essas nações.

Existem dúvidas sobre a escolha do composto ideal para combater o vírus. Pesquisa divulgada, neste mês, na revista The Lancet traz elementos que vão inflamar o debate: a vacina bivalente, que teoricamente combate uma menor quantidade de tipos do HPV, tem uma eficiência geral maior contra o câncer de colo do útero que a quadrivalente, segundo cientistas da Agência de Saúde Pública do Canadá.

Aproximadamente 90% de todas as ocorrências de câncer de colo do útero no mundo são causados pelos tipos 16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58 do HPV, sendo que, juntos, os dois primeiros são responsáveis por cerca de 70% dessa incidência. Mais barata, a vacina bivalente foi criada exatamente para atuar nesses principais casos de câncer, relacionados aos tipos 16 e 18. A quadrivalente combate os dois da bivalente e os tipos 6 e 11, responsáveis por manifestações do condiloma culminado, popularmente conhecido como verrugas genitais.

Os cientistas do Canadá realizaram uma meta-análise de cinco estudos que avaliam o efeito cruzado das duas vacinas, ou seja, quão eficientes elas podem ser para tipos de HPV além dos especificados em suas composições. A vacina bivalente, segundo eles, apresentou resultados de proteção muito superiores aos da quadrivalente para os tipos 31, 33 e 45. Os dados para os tipos 52 e 58 não foram significativamente diferentes entre elas e inexpressivo para proteção. Os resultados do estudo confrontam, por exemplo, com a decisão recente do Reino Unido de trocar a opção bivalente pela quadrivalente.

"É uma questão extremamente importante que pode dirigir a escolha tanto individual quanto na saúde pública. Porém, existem vários fatores a se analisar, como segurança, eficiência e durabilidade desses efeitos", avalia Luisa Lina Villa, do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Doenças do Papilomavírus Humano. A médica detalha que os benefícios cruzados encontrados na vacina bivalente são momentâneos, já que ela não foi criada para combater aqueles tipos de vírus, diferentemente do que acontece com os HPVs 16 e 18. Somente quando houver uma vacina voltada para os nove principais tipos, acredita a especialista, será possível verificar uma proteção assertiva, duradoura e altamente eficaz contra o vírus.


"As duas vacinas estão aprovadas para os programas de imunização de mais ou menos o mesmo número de países, com uma tendência para a bivalente na América Latina. Mas todos os pesquisadores e médicos tendem a olhar para a vantagem adicional daquela que protege também contra as verrugas genitais (a quadrivalente)", analisa. Luisa Villa alerta que, mesmo consideradas lesões benignas, as verrugas genitais podem ser mórbidas, requerem muitos tratamentos e são altamente infecciosas. Aquelas que acometem o trato respiratório podem levar à asfixia, por exemplo. "Tendemos a valorizar pouco o impacto da verruga pelo fato de ela ter um tratamento mais ou menos simples, mas existem consequências psicológicas, culpa e vergonha para o paciente que não são desprezíveis", considera.


Atraso brasileiro

No Brasil, as vacinas contra o HPV só são encontradas no setor privado. O preço significativamente alto afasta grande parte da população. A aplicação de uma dose da quadrivalente varia entre R$ 320 e R$ 400. A da bivalente custa cerca de R$ 200. Em ambos os casos, são necessárias três doses para a imunização completa.

O Ministério da Saúde não consegue estimar quando elas estarão disponíveis na rede pública. De acordo com o órgão, até o fim deste ano, deverá ser finalizado o levantamento técnico que avaliará a adoção da vacina contra o HPV no país. Além das vantagens e desvantagens de cada tipo, a pasta analisa as propostas dos produtores quanto à transferência de tecnologia para a produção nacional. A previsão é de que, em janeiro de 2012, sejam tomadas as decisões definitivas. "Estamos falando de um programa nacional de imunização. São mais ou menos 35 mil postos de vacinação que precisam estar preparados para administrar a vacina corretamente. Não é um processo que acontece de um ano para o outro", afirma o secretário de vigilância em saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa.

Professor e chefe do Setor de Doenças Sexualmente Transmissíveis da Universidade Federal Fluminense (UFF), Mauro Romero defende o uso da vacina quadrivalente e critica a demora na adoção dela no Sistema Único de Saúde. "Estamos falando de omissão. O preço é um problema para a imunização. Uma coisa é uma pessoa ir a uma clínica particular e comprar uma dose. Outra coisa é o governo comprar uma grande quantidade a um preço menor", argumenta.

Jarbas Barbosa ressalta que o impacto da vacina na mortalidade por câncer do colo do útero só poderá ser sentida 30 anos depois do início da vacinação. "Já conseguimos um redução da mortalidade por termos uma boa estratégia de detecção precoce pelo exame papanicolau e o tratamento de lesões. A vacina vai ser uma importante aliada, mas não substitui essas iniciativas", pondera secretário de vigilância em saúde. No mês passado, a Comissão de Assuntos Sociais do Senado aprovou o projeto de lei que garante o direito a meninas entre 9 e 13 anos de receber gratuitamente a vacina contra o HPV na rede pública de saúde. O texto ainda deverá ser aprovado pela Câmara dos Deputados.

Resultados em dois anos

Está em fase III de estudos clínicos uma vacina nonavalente, que abrange imunização a nove tipos de HPV (16, 18, 6, 11, 31, 33, 45, 52 e 58). Ela é produzida pelo laboratório MSD, que também produz a vacina quadrivalente. O estudo é coordenado por pesquisadores dos Estados Unidos e atinge a população mundial, inclusive com testes no Brasil. É avaliada a segurança da aplicação e sua eficácia para prevenir as infecções e lesões causadas pelo vírus. A previsão é de que em um ou dois anos os resultados sejam conhecidos.

Taboão da Serra, no interior de São Paulo, foi o primeiro município brasileiro a vacinar meninos e meninas do 5º ano de todas as 25 escolas de ensino fundamental da cidade contra o HPV. A primeira dose da vacina foi ministrada em indivíduos do sexo masculino, no mês passado. Os homens normalmente apresentam menos sintomas e doenças associadas ao HPV, embora sejam os principais responsáveis pela transmissão do vírus às mulheres. Para entender a vacinação, a prefeitura realizou palestras com diretores, professores e profissionais de saúde, que tiraram as principais dúvidas sobre infecções e doenças. A segunda etapa vacinal está prevista para 5 e 9 de novembro. A última, entre 11 e 15 de março de 2013. Considerado um modelo mundial da vacinação contra infecções e doenças causadas por HPV, a Austrália anunciou que começará a imunizar os meninos a partir do ano que vem.




Fonte: Oncoguia

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Planta medicinal destrói células do câncer de mama



O extrato de uma planta comum em várias regiões desérticas ao redor do mundo pode ajudar a curar o câncer de mama. A planta, Fagonia cretica, conhecida popularmente como Manto da Virgem, normalmente é usada para fazer chás. 
Ela chamou a atenção dos cientistas porque tem sido usada como planta medicinal no Paquistão, para tratar mulheres com câncer de mama, sobretudo residentes na área rural.
Além disso, as pacientes que tomaram o extrato de Manto da Virgem têm relatado que a planta medicinal não gera quaisquer dos sérios efeitos colaterais mais comuns associados com a quimioterapia, tais como perda de cabelo, queda na contagem sanguínea ou diarreia.

Extrato natural
Agora, cientistas da Universidade de Aston e do Hospital Hall Russells (Reino Unido) realizaram testes do extrato da planta e provaram que ela mata células do câncer de mama sem danificar as células normais da mama em condições de laboratório.
O próximo passo da pesquisa será identificar qual elemento da planta - o chamado composto ativo - é responsável por matar as células cancerosas, com vista a começar testes in vivo.
"Mais estudos serão necessários para estabelecer o papel do extrato no tratamento do câncer, e agora precisa ser demonstrado que este extrato é tão eficaz para matar as células cancerosas dentro do corpo como ele é dentro do laboratório," disse a Dra. Helen Griffith, que fez o estudo com sua colega Amutul Carmichael.
A julgar pelos relatos de quem utilizou a planta medicinal em condições reais de tratamento, as perspectivas são muito otimistas.
A planta Manto da Virgem é encontrada em zonas áridas ou desérticas do Paquistão, Índia, África e partes da Europa.



Fonte: Diário da Saúde

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Evento contra o câncer reúne 2.000 pessoas


Mais de duas mil pessoas participaram, na manhã deste domingo, da Caminhada das Vitoriosas, realizada em Porto Alegre.

A caminhada foi idealizada pelo Instituto da Mama do Rio Grande do Sul e contou com a participação de mulheres e homens que se curaram do câncer de mama.

O objetivo do evento, que chegou à nona edição, é alertar para a importância da prevenção da doença. Durante a semana, o evento foi realizado em várias cidades do interior, como Triunfo e Cachoeira do Sul.


Fonte: Band

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Novo método pode facilitar tratamento do câncer de mama


Uma nova maneira de aplicar a droga trastuzumabe em pacientes com câncer de mama pode facilitar o tratamento da doença. Segundo estudo publicado no periódico The Lancet Oncology, fases finais de pesquisa apontam que uma injeção subcutânea do medicamento – e não a tradicional aplicação intravenosa – pode ser feita em apenas cinco minutos. O estudo foi realizado em uma parceria de coordenação entre pesquisadores alemães e médico brasileiro Gustavo Ismael, do Hospital Amaral Carvalho, em Jaú, no interior de São Paulo.

Pesquisa – O novo estudo tinha como objetivo descobrir maneiras alternativas de aplicar o medicamento, a fim de que ele dispendesse menos tempo da paciente no hospital. Descobriu-se, então, que as injeções subcutâneas levam menos de cinco minutos para serem aplicadas – em contraste aos 30 minutos de praxe da dose intravenosa. A via subcutânea tem ainda potencial para poder ser aplicada pela própria paciente em casa.O câncer de mama caracterizado como HER2-positivo, que representa um para cada cinco casos do câncer, é tratado com o trastuzumabe juntamente com as demais drogas quimioterápicas padrões. Atualmente, essa droga é aplicada via intravenosa, exigindo que a paciente fique por 90 minutos conectada à aparelhagem durante a sua primeira dose. Caso responda bem e o medicamento seja tolerado, ela terá de voltar ao hospital para doses subsequentes de 30 minutos cada, normalmente uma vez a cada três semanas.

De acordo com os pesquisadores, a formulação subcutânea do remédio aparenta ser tão eficaz quanto à intravenosa, já que a droga é usada pelo corpo da mesma maneira em ambos os métodos. Os dois tipos de aplicação têm também o que os cientistas chamam de resposta patológica completa (RPC), definida como o desaparecimento de todas as evidências clínicas da doença.


Fonte: Veja

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Estudante de 17 anos cria “cérebro artificial” para detectar câncer de mama



Brittany Wenger, estudante americana de 17 anos, ganhou o primeiro lugar na Feira de Ciência do Google 2012. Sua invenção foi um "cérebro artificial" para detectar câncer de mama. O câncer de mama atinge uma a cada oito mulheres e é o mais letal no Brasil. Batizada de aspiração com agulha fina", a técnica criada por Brittany tem 99,1% de sensibilidade a um câncer.

Outra vantagem da técnica criada pela estudante é que ela é menos invasiva do que outros métodos de detecção da doença. Brittany ressalta a importância da detecção precoce do câncer de mama e diz que sua "rede neural" - programas de computador codificados para pensarem como um cérebro - pode ajudar nessa tarefa.

Esses programas observam padrões complexos e conseguem "aprender" conforme observam mais dados. Brittany acredita que eles logo serão usados em hospitais para reconhecer doenças. Ela começou a projetar o sistema aos 13 anos, para um projeto da escola e se encantou com a área de inteligência artificial.

Para desenvolver o trabalho permiado pela Google, ela usou a plataforma Java e depois armazenou os dados na "nuvem" - ou seja, armazenou na Internet de forma que eles possam ser acaessados de qualquer lugar do mundo. Ela foi premiada com mais de R$ 100 mil, um estágio em uma das empresas patrocinadoras e uma viagem de dez dias às Ilhas Galápagos, no Equador.