quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Portadoras de câncer participam de oficina de automaquiagem
Na manhã dessa quarta-feira (05), mulheres portadoras de câncer participaram de uma oficina de automaquiagem, realizada na capital paulista por meio do projeto "De bem com você – a beleza contra o câncer".
A iniciativa é coordenada pela Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), em parceria com o Instituto Paulista de Cancerologia e em associação ao projeto social internacional Look Good Feel Better, realizado em vários páíses do mundo como Estados Unidos, Chile, Equador, Argentina e Uruguai. No Brasil, o projeto acontece desde 2011.
Para o oncologista Ricardo Antunes, diretor do instituto, a mulher que está em tratamento precisa também de outros cuidados. "Cuidar da beleza e da autoestima é fundamental e um programa como este, com referências internacionais, certamente trará inúmeros benefícios para as participantes", observou.
Fonte: Terra
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Ginástica terapêutica
Estudos e mais estudos têm confirmado a impressão dos médicos e dos cientistas da saúde pública. Pessoas com hábitos de vida, digamos, não muito saudáveis apresentam um risco excessivo de desenvolver doenças graves, como o câncer. Os cânceres de próstata e de mama são muito mais frequentes em pessoas obesas e sedentárias do que em atletas.
Até aí tudo parece intuitivo. Os cidadãos sabem, conhecem e reconhecem os benefícios do exercício físico regular e das dietas balanceadas na manutenção de uma boa qualidade de vida e saúde. Mas todos, eu incluído, temos a tendência de esquecer esses princípios e escorregar periodicamente na areia do sedentarismo e do sobrepeso. Até o dia que um médico qualquer detecta um câncer. Voltando para casa, os pacientes assim diagnosticados refletem e alguns se arrependem do modo de vida passado.
Como não é, ainda, possível voltar no tempo e corrigir condutas prévias, surge a questão persistente: mudar o estilo de vida agora, após um tratamento de câncer, tem algum valor? Mesmo porque já ocorreu o câncer. Seria tarde demais para evitar esse mal? A resposta não é tão simples. Tanta coisa muda após o diagnóstico e o tratamento de câncer, que fica mais difícil identificar com nitidez o impacto de uma mudança pontual de estilo de vida sobre o prognóstico e a evolução de um paciente com tumor maligno.
Cientistas liderados pelo doutor S. Mishra, da Universidade do Novo México (EUA), examinaram recentemente as evidências médicas já publicadas em revistas especializadas sobre o benefício da atividade esportiva sobre 4.826 doentes portadores de câncer durante o período do tratamento. O exercício regular influenciou claramente a qualidade de vida desses doentes. Ao mesmo tempo, os pesquisadores detectaram efeitos benéficos na qualidade de vida dos pacientes, mas somente quando a intensidade do exercício era moderada ou elevada. Não ficou claro o impacto de exercícios mínimos ou leves.
Outro estudo publicado em revista médica há poucos dias sorteou pacientes obesas, operadas e tratadas com quimioterapia e radioterapia pelo diagnóstico de câncer de mama precoce, para seguimento normal ou intervenção ativa com exercícios físicos orientados e programa de dieta hipocalórica.
Os pesquisadores da Universidade de Sheffield, na Inglaterra, separaram 90 mulheres tratadas de câncer no seio em dois grupos. No primeiro, chamado de controle, as pacientes não recebiam nenhuma orientação especial, seguidas de forma rotineira. No segundo grupo, as doentes eram submetidas a um programa que consistia em três sessões de exercícios aeróbicos por semana e aconselhamento nutricional individualizado para reduzir o peso. Elas tinham de anotar continuamente seu consumo diário de alimentos e líquidos para um controle rigoroso de sua ingestão de proteínas, gorduras, carboidratos e vitaminas.
Os resultados do estudo foram encorajadores. Mesmo uma pequena redução do peso, em média ao redor de 1 quilo nesse grupo de pacientes, teve impacto detectável em todos os parâmetros medidos, incluindo colesterol, triglicérides e circunferência abdominal. Os índices de qualidade de vida, referidos pelas doentes, também foram significativamente superiores no grupo que fez dieta e exercícios. Apesar de essa pesquisa ser considerada preliminar e incluir poucos pacientes, os resultados foram animadores em estabelecer que pequenas mudanças de hábitos diários podem modificar a evolução de pacientes com câncer de mama tratadas. Fica óbvia, no entanto, a necessidade de realizar um estudo mais completo para ter certeza desses resultados, pois o desenho da pesquisa atual respondeu a poucas perguntas e criou dúvidas ainda maiores.
Fonte: Carta Capital
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
SP reduz incidência dos 7 principais tipos de câncer
A cidade de São Paulo teve redução da incidência dos sete tipos de câncer mais comuns na população, entre os quais pulmão, cólon e reto, colo de útero, estômago e mama, aponta levantamento do Instituto Nacional do Câncer (Inca) divulgado ontem, Dia Nacional de Combate ao Câncer. É o primeiro estudo de tendência com base nos dados coletados pelos Registros de Câncer de Base Populacional (RCBP). O trabalho avaliou dez capitais e a cidade de Jaú (SP), que tinham pelo menos oito anos de série histórica. No caso de São Paulo, os dados foram registrados entre 1997 e 2008.
Para a maioria das cidades, o estudo aponta aumento de casos de câncer de mama, cólon e reto, próstata e pele não melanoma. Mas há tendência de redução dos cânceres de estômago, colo de útero e pulmão. Para os pesquisadores do Inca, a situação se explica pelas melhores condições ambientais e sanitárias, queda acentuada no tabagismo e acesso a exames preventivos.
"Nem todo tipo de câncer permite ação profilática e preventiva, mas o câncer de colo de útero, que já foi o de maior incidência nos anos 1980, é altamente evitável e curável. Houve um esforço para ampliar o acesso ao diagnóstico precoce, que começa a produzir resultados e pela primeira vez se percebe uma tendência à redução", diz o diretor-geral do Inca, Luiz Antonio Santini. As maiores reduções de incidência desse tipo de câncer ocorreram em Curitiba (-9,4%), São Paulo (-7,4%) e Palmas (-7,3%).
O diretor-geral do Centro de Oncologia do Hospital Sírio Libanês, Paulo Hoff, afirma que, embora seja importante comemorarmos os bons resultados, o número absoluto de casos de câncer continua aumentando - são esperados cerca de 518 mil novos casos neste ano.
"A luta não está ganha, mas o estudo mostra que é possível obtermos avanços. Investimentos na prevenção podem trazer retorno para a sociedade", afirma. Para ele, a geração de dados da realidade brasileira é fundamental. "É preciso entender as características dos tumores que atingem a nossa população."
A mortalidade por câncer de pulmão em homens caiu na maioria das cidades. Mas o fenômeno não se repete entre as mulheres. O coordenador-geral de Prevenção e Vigilância do Inca, Claudio Noronha, lembra que o câncer de pulmão leva de 20 a 30 anos para aparecer. "As ações de controle do tabagismo, iniciadas há duas décadas no País, já começaram a surtir efeito na incidência, mas ainda não chegaram à mortalidade. Entre as mulheres, a tendência ainda é de aumento, porque elas começaram a fumar cerca de 20 anos após os homens."
O oncologista Jefferson Luiz Gross, do Hospital A.C. Camargo, lembra que a queda de incidência e mortalidade do câncer de pulmão vem sendo registrada em todo mundo como consequência das estratégias antitabagistas. "Se tirássemos o tabagismo, o câncer de pulmão não existira ou seria raro", afirma Gross, destacando que este é tipo de tumor que mais mata no mundo. São 1,5 milhão de mortes por ano, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).
Metodologia
O estudo se baseou nos Registros de Câncer de Base Populacional (RCBP), serviço que faz uma busca ativa pelos casos de câncer diagnosticados em hospitais, laboratórios e centros de imagem públicos e privados. Das capitais brasileiras, apenas cinco não têm o serviço - Rio de Janeiro, Maceió, Rio Branco, Macapá e Porto Velho.
Para calcular as estimativas de novos casos do Rio, o Inca parte dos dados de mortalidade e considera que o perfil dos pacientes da capital fluminense é semelhante aos de São Paulo, Vitória e Belo Horizonte, locais onde o registro está em funcionamento. A Secretaria de Saúde do Rio informou que desde o início do ano vem "construindo um projeto de trabalho com a Fundação do Câncer para aprimorar a atenção oncológica do Estado". O programa, para os próximos dez anos, inclui o RCBP. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.
Fonte: Diário do Grande ABC
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Cabeça no lugar para lutar contra o câncer de mama
Trabalhar a mente para aliviar e curar as dores do corpo. A série de reportagens especiais de O DIA sobre câncer de mama trata hoje da importância de um acompanhamento psicológico para as pacientes que são diagnosticadas com câncer de mama.
“Acolhemos a mulher em um momento de grande confusão. Ela acabou de ser impactada pela notícia e, rapidamente, começa a fazer o tratamento. Nosso trabalho é ajudá-la emocionalmente a encarar essa nova realidade e, em seguida, enfrentar mudanças que a abalam muito, como queda de cabelo e retirada dos seios”, resume a psico-oncologista Laura Campos, 35 anos, do COI — Clínicas Oncológicas Integradas.
O trabalho junto à família também é fundamental, afinal, a doença tem grande influência sobre as pessoas que convivem com a paciente. “Já atendi casos em que a mulher estava de casamento marcado e descobriu ter a doença. Quando elas são casadas, também conversamos com os maridos. São eles que vão acompanhar todo o processo e, muitas vezes, a relação fica abalada. Algumas uniões terminam mesmo porque eles têm dificuldade de aceitar aquela nova condição em que sua companheira está cheia de limitações”, explica Laura. “Mas em muitas histórias eles são parceiros maravilhosos”, destaca.
A psico-oncologista Paula Ângelo, do CON (Centro Oncológico de Niterói), que há 15 anos trata esses casos, complementa: “Em grande parte a mulher está em idade sexual ativa e a primeira ideia é de que o câncer veio para acabar com tudo. Nosso papel é convencê-la de que a história pode ser diferente. Uniões estáveis não costumam ter fim por causa de um câncer”, avisa Paula.
Não são raros ainda os exemplos de mulheres que têm preconceito em relação a esse acompanhamento psicológico. “Muita gente ainda acha que psicólogo é coisa pra gente maluca”, confirma Paula Ângelo. “No entanto, quando a pessoa se abre para esse apoio, notamos que a evolução da doença acontece de maneira bem menos dolorosa”, conclui.
Apesar de algumas instituições realizarem esse tipo de trabalho com terapias em grupo, o que se nota é que as pacientes têm uma resistência em dividir suas histórias. “As mulheres preferem ser tratadas individualmente. Não querem se expor. Enquanto a família quer dividir e trocar experiências. Temos que saber respeitar isso”, pondera Laura Campos.
Profissional de uma clínica particular, ela frisa que o sistema público de saúde oferece também esse tipo de apoio com muita qualidade. “Felizmente, os serviços oferecidos pelos hospitais públicos e particulares nessa área são bem similares, com profissionais muito capacitados”, resume.
‘A ajuda psicológica foi essencial’
“Quando recebi a notícia de que tinha câncer de mama, não conseguia pensar em mais nada. Não bastava o apoio do marido, das duas filhas. Eu não queria falar com ninguém, muito menos aceitar ajuda de uma psicóloga, uma pessoa que eu nem conhecia. Mas a partir da segunda sessão, as reflexões começaram. Passei a perceber que poderia viver paralelamente à doença, valorizar as pessoas que me amavam e, com elas, buscar fazer as coisas que sempre me deram prazer. Ver um bom filme, programas corriqueiros. A ajuda psicológica foi essencial para concluir que o câncer era apenas um aspecto da minha vida e eu não poderia deixar de fazer todo o resto para me entregar a isso. Hoje já fiz a reconstrução dos seios, estou bem, mas continuo com minha psicóloga para entender isso que aconteceu comigo e tudo o que vem pela frente”. Elizabeth Moura, bancária, 51 anos.
Fonte: IG
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
“Tudo o que você precisa saber para vencer a celulite e ficar de bem com o seu corpo”
Nesta quinta-feira, dia 22/11, a nossa querida Vera Golik estará na Livraria da Vila divulgando seu livro, “Tudo o que você precisa saber para vencer a celulite e ficar de bem com o seu corpo”, que está na sua segunda edição, ampliada e atualizada.
O lançamento será das 18h30 às 21:30 na Livraria da Vila, localizada na Alameda Lorena, 1731.
Quem puder comparecer e prestigiar a nossa querida Vera será muito bem-vindo!
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