terça-feira, 30 de abril de 2013

Segundo estudos, pesquisas sobre câncer nos EUA ainda são limitadas

As pesquisas sobre o câncer nos Estados Unidos tendem a se basear em estudos pequenos concentrados em um único tratamento, sendo com frequência insuficientes em comparação com os padrões científicos adotados em outras pesquisas médicas, revelou um estudo publicado nesta segunda-feira (29).

Esta tendência pode ser impulsionada pelo desejo de acelerar a apresentação de tratamentos no mercado, mas traz à tona questionamentos sobre a eficácia na prática de terapias experimentais de combate ao câncer, destacou o estudo publicado no periódico "Journal of the American Medical Association" (JAMA).

"Ao aumentar a transparência, acredito que poderemos compreender o que funciona e o que não", declarou Bradford Hirsch, principal autor do estudo e professor assistente de medicina da Universidade Duke.

Os cientistas analisaram a base de dados de testes clínicos do governo americano e descobriram que cerca de 22% de todas as pesquisas científicas são dedicadas ao câncer, a maior disciplina única de estudos, seguida de saúde mental (9%) e das doenças infecciosas (8,3%).

Segundo a pesquisa, 62% dos testes sobre câncer se basearam em um medicamento único, sem comparação com outros tratamentos, demonstrou esta revisão feita com base em quase 41 mil estudos realizados entre 2007 e 2010, contidos no registro online. Apenas cerca de um quarto das outras especialidades de pesquisa faz este tipo de estudo de via única.

Impacto ainda pequenoOs estudos sobre o câncer costumam ter um engajamento menor, com participação média de 51 pacientes em comparação com 72 em outras disciplinas, e quase dois terços das pesquisas sobre a doença não foram aleatórias, contra menos de um quarto em outras áreas.

Os médicos também se mostraram menos propensos a "fechar os olhos" para o medicamento testado para evitar análises tendenciosas, sendo que quase 9 em 10 testes de câncer foram "abertos" (quando o médico e o paciente sabem qual é o tratamento administrado) em comparação com apenas a metade em outros estudos.

A análise faz parte de um projeto conhecido como Iniciativa de Transformação dos Testes Clínicos, uma parceria entre a Universidade Duke e a Food and Drug Administration, agência que regula os alimentos e os medicamentos nos Estados Unidos, a fim de melhorar as práticas de pesquisa médica.

O estudo revelou, ainda, que quase 42% dos estudos revisados foram financiados por companhias farmacêuticas. Mas a maioria obteve recursos de outra forma: 15,3% pelo governo e 42,9% por financiadores externos, incluindo grupos e fundações acadêmicos.

Necessidade de pesquisa
A análise também revelou que alguns cânceres poderiam estar recebendo mais atenção que o devido. O linfoma, por exemplo, teve 6,6% de estudos sobre câncer, enquanto sua incidência na população é de 4,8% e sua letalidade, de 3,8%.

Outros cânceres, como o de pulmão e o de bexiga, mereceriam mais estudos. O câncer de pulmão foi objeto de 9% dos testes clínicos, mas respondeu por 14,5% de todos os diagnósticos e teve a mais alta taxa de letalidade (27,6% de todos as mortes por câncer em 2010).

Embora as pesquisas sobre o câncer de mama sejam proporcionais à sua prevalência na população em geral, um em quatro estudos sobre a doença se concentraram não no tratamento, mas nos cuidados de apoio, diagnóstico e prevenção.

O estudo também demonstrou que pouco mais de um terço dos testes de câncer registrados pelo governo americano são realizados inteiramente fora dos Estados Unidos.

Em editorial no JAMA, Peter Bach, médico no Memorial Sloan-Kettering Cancer Center de Nova York, escreveu que a "descoberta mais intrigante" do estudo é que "fica facilmente aparente que os esforços da pesquisa clínica como um todo não são coordenados e orientados por algum conjunto particular de princípios consensuais".


Fonte: G1

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Hospital do Câncer de Barretos realiza técnica que diagnostica predisposição de câncer em familiares de pacientes.

Exames genéticos realizados pelo Hospital de Câncer de Barretos (SP) ajudam a diagnosticar se familiares de pessoas que já tiveram a doença têm predisposição para o desenvolvimento do câncer. Sempre que a causa da doença é identificada como hereditária, os parentes de primeiro grau do paciente são convidados a fazer exames preventivos, que podem retardar ou até eliminar as chances surgimento da doença.

Segundo Edenir Palmeiro, pesquisadora e geneticista da unidade, o grau de predisposição para o desenvolvimento do câncer é detectado a partir do DNA coletado do sangue do paciente. "Lemos a sequência do material genético do paciente que já teve câncer e comparamos com outra sequência que sabemos que não tem alteração. Depois, usamos essas informações para fazer a prevenção, testando outras pessoas da família que não tiveram a doença para analisar se elas têm ou não o risco aumentado", explica.
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A partir do diagnóstico, os médicos encaminham a pessoa que fez o teste para o tratamento mais indicado. Há casos em que o paciente passa por uma cirurgia preventiva antes mesmo de a doença aparecer, o que evita a ocorrência de um câncer geneticamente programado para se desenvolver. Dos 1,6 mil pacientes que já fizeram o exame, 150 foram encaminhados para as cirurgias de prevenção.

"Identificando essas famílias podemos fazer a detecção precoce da doença e oferecer um tratamento mais eficaz. Quando a cirurgia preventiva é uma opção, é possível intervir antes de o câncer acontecer. E mesmo que o paciente venha a desenvolver a doença, as chances de cura são maiores e conseguimos que esse paciente tenha mais qualidade de vida", afirma o geneticista do hospital Danilo Vilela Viana.

A estudante Larissa Ferraz Barbosa, de 15 anos, é uma paciente de risco. A mãe, que teve câncer no intestino, teve o DNA comparado ao das três filhas - Larissa e a irmã mais velha foram diagnosticadas como altamente suscetíveis à doença. Há dois meses, a irmã de Larissa fez uma cirurgia preventiva. No próximo dia 10 de julho, é a vez de a estudante submeter-se à intervenção. "Não tenho nem palavras para falar sobre o tratamento. Graças a deus isso existe. Minha irmã, que também herdou o câncer, já fez a cirurgia e está passando muito bem. Isso me estimula muito", diz.


Fonte: G1

terça-feira, 23 de abril de 2013

Ômega 3 diminui em até 50% as chances do desenvolvimento do câncer de pele

Quem abusa do sol sem dar a devida importância aos riscos causados pela exposição excessiva e desprotegida aos raios ultravioleta tem agora uma ótima notícia. Isso porque um recente estudo realizado por cientistas da Universidade de Manchester, no Reino Unido, descobriu que é possível reduzir pela metade as chances do desenvolvimento do câncer de pele de uma maneira simples, rápida e saborosa.

De acordo com os pesquisadores, o consumo diário do óleo encontrado na carne branca do animal é rico em ômega-3, substância que oferece à cútis um efeito protetor, responsável por impulsionar o sistema imunológico e aumentar a capacidade do corpo de combater doenças e infecções na derme.

A presença desse ativo é ótima para prevenir o câncer e ainda ajuda na luta contra doenças cardiovasculares e intestinais, além de atuar no controle da diabetes, depressão e síndrome metabólica”, afirma Joyce Rouvier, nutricionista do Zahra Spa & Estética, de São Paulo. O extrato retirado da carne do peixe também apresenta propriedades anti-inflamatórias bastante benéficas à saúde do tecido cutâneo.

Por isso, a melhor maneira de desfrutar da ação protetora do ômega-3 é consumir o alimento pelo menos duas ou três vezes na semana. O ideal é chegar a um consumo equivalente a 350 gramas no período - quantidade mínima para quem não é muito chegado ao prato.

Escolha dos peixes
Apesar de todos os benefícios da carne branca para a saúde, ela exige alguns cuidados especiais por parte do consumidor. Na hora de selecioná-la e prepará-la em casa, vale a pena atentar-se para a sua consistência (averiguar se está firme à pressão dos dedos), fator que determina se o alimento está apto a ser degustado.

Além disso, é fundamental ficar de olho nos tipos de peixe. Os de água fria, como sardinha, arenque, salmão, truta, bacalhau e linguado, são ótimas opções para quem deseja se proteger do câncer de pele. “A melhor escolha é consumi-los frescos, já que, desta forma, possuem maior concentração de nutrientes”, indica Gabriel Cairo Nunes, nutricionista da Clínica Healthme, de São Paulo. “Atum e sardinhas enlatados também valem, contanto que sejam conservados em água”, complementa o especialista.

Cápsulas que contenham ômega-3, geralmente vendidas em lojas de suplementos alimentares e produtos naturais, também podem ser boas pedidas para as pessoas não têm tempo de preparar grandes pratos no dia a dia. Porém, o consumo do óleo por meio da alimentação funciona melhor como uma forma de prevenção dos males da cútis, seja assado, grelhado, cozido ou ensopado.

Exposição ao sol com parcimônia
A pesquisa realizada em Manchester comprovou que, apesar de o óleo de peixe agir a favor da imunidade da pele, o ômega-3 funciona bem melhor no organismo de quem se expõe menos aos raios solares. Na pesquisa, os voluntários que ficaram expostos ao sol de oito a 15 minutos obtiveram resultados superiores em relação àqueles que permaneceram expostos por cerca de meia hora ou mais.

A experiência provou também que o bom e velho filtro solar não deve ser substituído pelo consumo da substância, mas sim, funcionar como um complemento na prevenção do câncer.



Fonte: G1


quinta-feira, 18 de abril de 2013

Biólogo descobre planta roraimense que previne o câncer.

A Sucuuba, planta típica do lavrado roraimense, possui propriedades que previnem o câncer. Esta afirmação foi feita pelo biólogo, doutor em genética e toxologia, Sebastião Oliveira Rebouças, que estudou durante quatro anos os benefícios desta planta e comprovou sua eficácia no combate a uma das doenças que mais mata no mundo.

O biólogo explica que durante a pesquisa pôde ser comprovada que a Sucuuba possue características similares as de um medicamento anticancerígeno. "Fiz o teste ginotóxico, que causa um dano ao DNA; citotóxico, que previne o câncer e o mutagênico, que quando você toma um medicamento pode causar danos ao DNA das gerações futuras".

Rebouças acrescenta ainda que nos testes feitos com a Sucuuba ela não apresentou efeito contrário, ou seja, ela apresentou um efeito moderado somente nas maiores doses. "Isso mostra que nas menores doses tem o mesmo efeito e ainda além disso apresentam efeito antimutagênico, que corrige o DNA em até 78%", afirma.

Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), em 2011 foram registrados 274 casos de câncer em Roraima, enquanto até outubro do ano passado 234 casos da doença foram registrados. O mais comum é o câncer de pele que acomete 140 pessoas, seguido o de próstata 40 e o terceiro no ranking é o de colo de útero com 25.

Sucuuba árvore nativa da região Amazônica, segundo dados do Instit
uto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa) em cada hectare da área de lavrado em Roraima são encontradas de três a cinco plantas. Mas o pesquisador alerta que a retirada da casca da árvore pode comprometer a planta e reduzir o número de espécies, o que pode provocar a extinção.

"Fizemos o teste tanto com a casca, quanto com o latex retirados da Sucuuba, os dois possuem a mesma propriedade. Mas quando se retira a casca a tendência é que a árvore entre em extinção, enquanto que se tirar somente o latex, de maneira adequada, permanece com a árvore e ela pode proliferar outras plantas", diz.

Fonte: G1

terça-feira, 16 de abril de 2013

Dicas de maquiagem: cuide do visual.

Os tratamentos de câncer podem apresentar um desafio maior às mulheres que gostam de se maquiar e utilizam cosméticos para cuidados com a pele. Normalmente peles oleosas tendem a ficar temporariamente secas e escamosas. Até mesmo o tom da pele pode mudar, fazendo com que a pessoa pareça mais corada, pálida ou bronzeada. E, justamente porque os tratamentos do câncer podem enfraquecer ainda mais o sistema imunológico, alguns cuidados especiais devem ser tomados na hora de escolher os cosméticos a serem utilizados.

Dicas Gerais

Use um gel antisséptico nas mãos após andar de metrô, ônibus ou pegar um táxi. A pele seca pode quebrar e escamar, permitindo a entrada de bactérias no sistema imunológico e causar infecções, a última coisa que você precisa neste momento.
Escolha produtos para peles sensíveis, a quimioterapia costuma sensibilizar a pele.
Lave bem as mãos antes de aplicar a maquiagem, e fique atenta à validade dos produtos.
Para a maquiagem parecer mais natural, mantenha a pele sempre hidratada.
Não empreste maquiagem nem pincéis. Sempre que possível, use cotonetes, esponjas e discos de algodão descartáveis. Evite aplicadores reutilizáveis.

Pele
Base

Devido à quimioterapia e à radioterapia, a pele do rosto pode ressecar, se tornar sensível, manchada ou pálida. Escolha produtos designados especialmente para o seu atual tipo de pele. A cor da base, entretanto, deve corresponder ao seu tom de pele normal, para dar uma aparência de pele saudável, corrigindo imperfeições e prevenindo descamações.

Proteção Solar

Se a sua base não tiver filtro solar, aplique um protetor solar antes. Escolha um protetor solar próprio para o rosto, para evitar obstrução dos poros.

Se a sua pele estiver manchada ou pálida, use uma base um tom mais claro para um aspecto mais saudável. Existem vários tipos de corretivos nos tons verde, amarelo e lilás, para uniformizar o tom da pele. Use o lilás para corrigir manchas alaranjadas e marrons, o verde para manchas vermelhas, e o amarelo para manchas roxas e azuladas.

Corretivo

Use corretivo para corrigir olheiras e outras manchas. Opte por corretivos cremosos, evite corretivo em pó, que pode acabar realçando a escamação da pele, além de torná-la mais seca.

Bochechas

Blush

O blush pode realmente dar vida a uma pele pálida, manchada ou cansada, fazendo com que sua aparência se torne saudável e viva. Dê preferência para os blushes em creme ou use aqueles em bastão. Evite os blushes em pó, que tendem a se acumular em vincos e rugas, chamando a atenção para a pele seca e escamosa. Espalhe o blush com firmeza para parecer mais natural e escolha um tom adequado para a sua pele.

Efeito Bronzeado

Se você se sentir muito pálida, tente um blush com efeito bronzeado, ou até mesmo um autobronzeador, mas evite aqueles com cheiros fortes.

Olhos

Sobrancelhas

As sobrancelhas podem cair devido à quimioterapia. Confira algumas dicas para obter sobrancelhas com aspecto natural:
Aplique uma base antes de redesenhar a sobrancelha com lápis de sobrancelha ou sombra em pó.
Combine o tom da sobrancelha com a cor do seu cabelo natural ou peruca, da melhor maneira possível.
Segure o lápis ou pincel verticalmente na aba do seu nariz para determinar onde cada sobrancelha deve começar. Faça pontos com o lápis ou pó para marcar o local.
Segure o lápis ou pincel na diagonal, do canto do nariz em direção ao centro da íris, Este é o limite para arquear a sobrancelha. Coloque a ponta do lápis no canto externo dos olhos para determinar onde a sobrancelha deve acabar.
Aplique o lápis ou a sombra em pó utilizando um pincel chanfrado, em seguida, aplique um pó translúcido por cima para melhor aderência.

Caso não se sinta confiante procure um maquiador para te auxiliar e dar dicas.

Uma vez que você foi diagnosticada com câncer, a maquiagem permanente na sobrancelha não é recomendada, devido à possibilidade de infecção em função do sistema imunológico enfraquecido.

Cílios

Os cílios postiços mudaram muito desde os dias de Liza Minelli. Hoje são mais finos, leves, menores e mais naturais. Existem dois tipos básicos:

Inteiros - Esta é a solução mais rápida. Compre um jogo de cílios em sua cor natural e corte com tesoura de unha no comprimento que desejar. A maioria já tem um adesivo ao longo da base e só precisa ser aplicado cuidadosamente rente à raiz dos cílios. Para tirar os cílios postiços use um demaquilante específico para os olhos, à base de óleo ou bifásico.

Individuais – Este tipo de cílios tem um aspecto mais natural, porém necessita de tempo para aplicá-los. A maioria dos salões de beleza tem maquiadores que podem aplicar este tipo de cílios para ocasiões especiais.

Pálpebras

Use um delineador de cor neutra para marcar a pálpebra, criando a aparência de cílios. Em seguida, aplique um hidratante específico para a área dos olhos. Use uma sombra mate de tom claro para iluminar o seu rosto. Dê preferência a sombras cremosas.

Lábios

Batom
Mantenha os lábios bem hidratados para evitar descamação e rachaduras, que podem ocorrer como resultado da quimioterapia ou radioterapia. Escolha batons cremosos e hidratantes, evitando as fórmulas de longa duração, que podem acabar acentuando os lábios ressecados.

Delineador de Boca

Mesmo que você não costume usá-lo normalmente, durante esta época é bom usar. O delineador de boca evita que os batons cremosos escorram quando a pele do rosto está mais ressecada. Não esqueça de que seus lábios também precisam de proteção solar. Escolha produtos com filtro solar.


Fonte: Oncoguia