terça-feira, 30 de julho de 2013

Grã Bretanha está perto da cura do câncer de testículo

A Grã-Bretanha está perto da cura completa do câncer de testículo, é o que apontam dados divulgados pela ONG Cancer Research UK, que presta apoio a pacientes e financia pesquisas. O índice de sobrevivência chegou a 96% em 2009, 30 pontos percentuais a mais do que no início da década
de 70.

Os especialistas atribuem a melhora a dois fatores: um medicamento, chamado Cispaltin, que também é usado no combate a outros tipos da doença; e a uma maior prevenção. O conhecimento dos sintomas faz com que, muitas vezes, o diagnóstico seja feito no estágio inicial, antes de se espalhar para outras partes do corpo.

O objetivo do relatório é mostras que o câncer pode ser encarado como uma doença curável. As estatísticas mostram que o percentual vale também para outros tipos da doença: o índice geral de sobrevivência na Grã-Bretanha dobrou nos últimos 40 anos. Atualmente, metade dos pacientes sobrevive por pelo menos cinco anos. O câncer de testículo é o mais comum em homens com idade entre 15 e 49 anos. Os sintomas incluem inchaço de um dos testículos e o aparecimento de pequenos cistos.

Fonte: G1

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Diagnóstico precoce aumenta as chances de cura da leucemia

Segundo o documento "Estimativas de Incidência de Câncer no Brasil”, publicado pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), as leucemias atingiram 8.510 pessoas, sendo 4.570 homens e 3.940 mulheres em 2012. A leucemia linfoide aguda, por exemplo, é o tipo mais comum em crianças, mas também ocorre em adultos. A leucemia mieloide aguda ocorre tanto em adultos, que respondem por 80% dos casos, como em crianças, portadoras da doença em cerca de 20% do total de diagnósticos. A leucemia linfoide crônica costuma ser diagnosticada a partir dos 65 anos. Já a leucemia mieloide crônica acomete mais adultos.

Segundo a hematologista Patrícia Fischer Cruz, a leucemia é uma doença maligna dos leucócitos ou glóbulos brancos, caracterizada pela proliferação anormal destas células na medula óssea. "Isso ocasiona produção insuficiente de células sanguíneas maduras normais. Pode ocorrer infiltração leucêmica de vários tecidos do organismo, como fígado, baço, linfonodos, sistema nervoso central entre outros. As leucemias são agrupadas com base no tempo de evolução, sendo aguda ou crônica, e pelos tipos de leucócitos que proliferam, como linfoides ou mieloides”, explica.

Ela destaca que todas as pessoas devem estar atentas aos seguintes sintomas: fadiga, cansaço, palpitações, distúrbio da coagulação com sangramentos, febre associada à alteração do hemograma que evidencia anemia, plaquetopenia, neutropenia e presença de blastos circulantes, quando leucemia aguda. O paciente pode apresentar, também, gânglios linfáticos inchados, perda de peso, dores nos ossos e nas articulações. Caso a doença afete o Sistema Nervoso Central, podem surgir dor de cabeça, náuseas, vômitos, visão dupla e desorientação.

A médica esclarece que o diagnóstico é confirmado com a coleta da medula óssea para estudo citomorfológico, imunofenotípico e citogenético. "O tratamento tem o objetivo de destruir as células leucêmicas, para que a medula óssea volte a produzir células normais. É feito com a associação de medicamentos de poliquimioterapia em várias fases para obter a cura completa, isto é, quando os exames não evidenciam células leucêmicas. Em alguns casos, é indicado o transplante de medula óssea. O tratamento dos pacientes inclui medidas terapêuticas para evitar as complicações secundárias ao uso de quimioterapia, infecções e sangramentos”, esclarece Patrícia Cruz.




Fonte: Oncoguia


terça-feira, 23 de julho de 2013

Pacientes com câncer terão ajuda de cães em hospital de Piracicaba

Uma parceria entre o Hospital dos Fornecedores de Cana (HFC) de Piracicaba (SP) e o Projeto Ilumina, que oferece atendimento a pessoas carentes com câncer, dará aos pacientes atendidos pela instituição sem fins lucrativos acesso à cinoterapia, tratamento que utiliza cães adestrados para ajudar na recuperação dos doentes. O Ilumina faz cerca de 1.000 atendimentos por mês.

O trabalho em parceria será protagonizado por três labradoras: Sheetara, de 5 anos, Beyoncé, de 3 anos e Lora, de 4 anos, que levam alegria aos pacientes todos os sábados no HFC. As três cachorras vão ganhar um novo espaço, na nova sede do Projeto Ilumina, onde será construído um canil com capacidade para 10 animais e uma área para interação entre os cães e as pessoas atendidas no local.

De acordo com a coordenadora do projeto no HFC, Juliana Mazzanetto, os cães auxiliam no tratamento, pois deixam o clima mais leve e dão mais esperança aos internados. “Às vezes, os pacientes sentem saudade do próprio animal de estimação e se confortam com as labradoras”, afirmou Juliana.

Segundo Marcelo Kraide, que é voluntário e cuida do adestramento com Ari Sanches, os cães tem a capacidade de trocar energias positivas com os pacientes. “As labradores absorvem a energia ruim e, por isso, é preciso que elas descansem durante a semana”, explicou Kraide.

Tratamento
A coordenadora de projetos do Ilumina, Adriana Brasil, aposta na cinoterapia. “Os pacientes poderão usufruir de toda a área externa da sede junto com os cachorros para se distrair”, disse Adriana. De acordo com ela, os funcionários do projeto também serão tratados pelas labradoras. “Temos que cuidar também de quem cuida dos pacientes”, completou Adriana
.


Fonte: G1

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Novo bisturi detecta tecido canceroso instantaneamente

Pesquisadores do London Imperial College, no Reino Unido, desenvolveram um bisturi “inteligente” que pode detectar em segundos se um tecido que está sendo cortado é canceroso ou não. A novidade promete tornar as cirurgias para retirada de tumores mais efetivas no futuro, evitando operações adicionais.

A tecnologia une um bisturi elétrico com um espectrômetro de massa capaz de fazer análises químicas. Muitas vezes, cirurgiões não conseguem identificar visualmente se um tecido é saudável ou canceroso. O resultado é que, nas operações para retirar câncer dos seios, por exemplo, é necessária uma intervenção adicional em um quinto dos casos.

O novo equipamento se chama “iKnife” e é desenhado para analisar amostras da fumaça que surge quando o tecido é cortado pela corrente elétrica do bisturi.

Ele acaba de ser testado em 91 pacientes e acertou a identificação de tecido com câncer em 100% das vezes. Os resultados estão publicados na “Science Translational Medicine”.

Até o surgimento do “iKnife”, o procedimento equivalente adotado era o de enviar amostras de tecido para exame em laboratório enquanto o paciente permanece sedado. No entanto, cada nova análise demora cerca de meia hora, enquanto o novo bisturi elétrico consegue checar se as células são cancerosas em apenas três segundos.


Fonte: G1

terça-feira, 16 de julho de 2013

Estudo relaciona consumo de alimentos ricos em gordura e açúcar a risco de câncer de intestino

Os cientistas, das universidades de Aberdeen e Edimburgo, analisaram fatores como dieta, prática de exercícios físicos e consumo de cigarros entre 2 mil pacientes de câncer de intestino na Escócia.

Na pesquisa, eles analisaram as dietas dos pacientes de câncer, boa parte delas com alto consumo de produtos calóricos, e as compararam com os hábitos alimentares de um outro grupo do mesmo tamanho que seguia uma dieta considerada saudável.Eles identificaram fatores de risco já conhecidos pela literatura médica, como histórico familiar, fumo e sedentarismo. Além disso, apontaram outros, como o consumo de alimentos ricos em açúcar e gordura.

Foram analisados mais de 170 tipos de comida, incluindo frutas, legumes, verduras, peixes, carnes, além de produtos calóricos, como chocolates, nozes e sucos de frutas.

Os pesquisadores concluíram que o grupo que seguia uma dieta saudável, rica em frutas e legumes, tinha menos riscos de desenvolver câncer de intestino do que o outro grupo, seguidor do que foi denominado de "dieta ocidental": rica em carnes, gordura e açúcar.
Causa e consequência

Evropi Theodoratou, da Universidade de Edimburgo, disse que os resultados são muito interessantes e que merecem mais investigações utilizando uma amostragem maior da população.

"Ao mesmo tempo em que identificamos associações entre dieta e câncer, ainda seria prematuro tratar o assunto como causa e consequência".

"É importante levar esses fatores em consideração, principalmente porque as pessoas nos países industrializados consomem cada vez mais este tipo de comida".

Estima-se que o estudo, publicado na revista científica European Journal of Cancer Prevention, seja a primeira investigação a estabelecer uma ligação entre câncer de intestino e uma dieta rica em gordura e açúcar.


Fonte: BBC