quinta-feira, 7 de junho de 2012

Entrevista com a Leika Amaral, mãe da Rose e apoiadora do projeto De Peito Aberto


Bom dia e bom feriado! Hoje iremos mostrar o depoimento que a dona Leika, mãe da Rose Amaral que mostramos ontem, deu para nosso blog. 

Rose e Leika, queridas amigas do projeto De Peito Aberto


A mãe é carne e unha com a filha, e quando ficou sabendo da notícia sobre o câncer ela desabou, achando que a filha iria desabar também, que iria cair na cama e se acabar. Depois da notícia, resolveu chegar em casa e fazer o almoço, deixando a filha quieta para chorar. Porém, quando terminou de cozinhar viu que a filha estava bem, vendo tv e almoçando normal, sempre com aquela positividade de sempre. Leika sempre pedia forças para Deus para que nada acontecesse a filha, mas sabia que a filha era forte. Na primeira quimioterapia foi um baque, pois ao ver a filha desse jeito e não podia fazer nada se sentia muito mal.

Quando ficou doente e teve que raspar a cabeça, ninguém sabia que Rose estava careca, nem suas tias que moravam ao lado delas. Rose estava careca e não ligava, porém levou uma peruca no cabeleireiro e pediu que ele fizesse exatamente igual ao seu cabelo. Dona Leika conta que o couro cabeludo de Rose ficou muito sensível, começava a doer. O cabeleireiro sempre lhe falou que iria atendê-la a hora que fosse, então em um domingo às 1h da manhã, dona Leika ligou para ele avisando que Rose iria raspar a cabeça para colocar a peruca. O cabeleireiro ficava triste e até chorava, porém Rose sempre teve muito apoio da família. A pior fase para Leika foi essa, ao ver Rose raspando o cabelo.

De manhã, Dona Leika sempre se arrumava com a Rose, e sempre lhe acompanhou em todas as cirurgias. Nas quimioterapias, Rose sempre melhorava o que quase nunca foi visto pelos médicos, pois a cada quimio que fazia seu tumor diminuía, e apenas com a quimio conseguiu melhorar, pois quando foi fazer a cirurgia os médicos não acharam nada.

Com a doença, várias das ‘’amigas’’ de Rose sumiram, amigas de mais de 30 anos. Por causa disso, Leika foi um grande apoio par ela. Vera e Hugo também se tornaram amigos da família e Leika e Rose sempre se sente bem em estar próximo deles.  Quando viu a exposição no conjunto nacional, se emocionou muito de ver a filha tão bem na foto, e saber que ela tinha superado.
Leika diz que o projeto é muito importante, pois passa a verdade, sempre compartilhando a alegria e a força de viver.

Beijos!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Entrevista com a Rose, participante do projeto De Peito Aberto


Hoje iremos mostrar a história de Rose Amaral, que é paciente da Dra. Fabiana Makdissi e participa do livro e do projeto De Peito Aberto. Ela nos conta como foi passar pela doença e participar de um projeto tão importante quanto esse, além de todo o apoio que recebeu da família. Amanhã mostraremos um depoimento de sua mãe, Leika.



Rose tem 46 anos e cuida de eventos. Conheceu o projeto através da Dra. Fabiana Makdissi, quando foi convidada para uma matéria na revista Cláudia sobre o câncer de mama com foco na autoestima da mulher. Com isso, agendou uma entrevista com a Vera para primeiro conhecer a matéria, e a partir de então conheceu o projeto.   Mesmo com o câncer, sempre continuou positiva, produtiva e trabalhando, não deixando a doença lhe desanimar e sempre com o pensamento ‘’Sempre somos maiores que a doença’’.  

Descobriu o câncer em 2009, fez oito meses de quimioterapia, em maio de 2010 passou pela masectomia, mais 28 sessões de radioterapia e um ano de imunoterapia. Em janeiro fez a reconstrução da mama, e no final do ano vai para a segunda fase da reconstrução. Já se sente mais tranquila em relação à fase final.

O projeto sempre a ajudou para melhorar sua autoestima, pois com ele Rose se sentia mais responsável diante da doença. Ela sempre foi muito grata de poder ter um ótimo tratamento e ótimos médicos, e agradece tudo isso com pequenas ações, pois se sente na obrigação de fazer com que os outros tenham tudo que ela teve também.  Não imaginava que durante a exposição no metrô as pessoas parariam para ver, pois no metrô todo mundo está sempre correndo, sempre com pressa ou atrasado, mas percebeu que as pessoas paravam e viam que era ela na foto. Com isso, Rose conseguia atingir o público para um alerta maior.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Entrevista com a Dra. Fabiana Makdissi


Dra. Fabiana Makdissi é mastologista, e apóia muito o projeto De Peito Aberto. Hoje iremos mostrar a entrevista feita com ela, aproveitem!


1. Dra. Fabiana, desde quando se interessa pela área da saúde?
R: Desde os 19 anos, quando comecei faculdade na UEL, me considero na área da saúde. Sempre tive interesse por essa área, minha mãe fala que desde pequena eu digo que iria ser médica e apenas mudava a especialidade.

2. Qual sua relação com o câncer de mama, não como médica, mas como pessoa? 
R: Meu pai teve câncer no estômago, mas antes de ele descobrir eu sempre sonhava com ele morrendo, e decidi levá-lo a faculdade para fazer uns exames mas não havia contado sobre os sonhos. Quando os resultados chegaram, não havia doença nenhuma, mas os sonhos continuavam, então decidi contá-lo sobre isso e decidi que ele deveria fazer um exame mais invasivo para descobrir. Quando fez o exame, meu pai ficou sabendo que estava com câncer, e devido aos sonhos fiquei com a visão de que meu pai iria morrer devido à doença. Porém, o câncer me foi apresentado de uma forma diferente, já que todos diziam que o tumor do meu pai era inicial e por isso iria se curar. A partir disso, sempre digo que tive uma boa experiência e não me fechei para tal assunto. Sempre exijo que meus parentes se previnam antes de ter a doença, pois não podemos ficar esperando a doença aparecer.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Entrevista com a Adriana, monitora da exposição De Peito Aberto


Adriana Gladys dos Reis trabalhou na monitoria da exposição no metrô Luz, e hoje conta para  nós como foi essa experiência.



1.    Adriana, você já trabalhou com monitoria antes? Se sim, qual a diferença das monitorias anteriores para um trabalho forte como esse?

R: Sim, á diferença é o objetivo que a exposição De Peito Aberto carrega em si, desde a sua idealização.


2.    Por que decidiu trabalhar na monitoria e o que está aprendendo com esse trabalho?
R: No início foi uma oportunidade de trabalho, hoje sem dúvida é um referencial que me serve como inspiração para tudo na vida. Aprendi a aproveitar cada oportunidade para elevar minha condição humana, compartilhar o lado bom de cada sofrimento e dificuldade que a vida apresente com o maior número de pessoas possíveis. No budismo aprendemos que quando acendemos uma lanterna para iluminar o caminho de alguém, na verdade esta luz ilumina também nosso próprio caminho.   


3.Procura saber mais sobre o câncer devido a exposição ou já se informava anteriormente?


R: Tinha algumas informações sim, mas a exposição me levou a buscar mais.


4. Você tem alguma relação com o câncer, seja na família, com amigos ou conhecidos?
R: Câncer de mama não, outros tipos de câncer sim.