quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Tabagismo: prejuízo para o corpo e para a mente

Muitas pessoas pensam que o órgão mais prejudicado pelo cigarro é o pulmão. Na verdade, os males causados pelo tabagismo impactam em todo o corpo de forma sistêmica. Para se ter uma ideia, apenas uma simples tragada é suficiente para contrair todos os vasos sanguíneos do corpo, causando o endurecimento das artérias e fazendo o coração trabalhar mais depressa, enquanto os pulmões absorvem cerca de cinco mil substâncias tóxicas, como amônia, chumbo, alcatrão e elementos cancerígenos como arsênio e cádmio.

De acordo com o pneumologista Oliver Nascimento, médico assistente da disciplina de Pneumologia da Universidade Federal de São Paulo e vice-diretor do Centro de Reabilitação Pulmonar da instituição, mais de 50 doenças diferentes estão associadas ao cigarro. “As doenças cardiovasculares e o câncer são as principais causas de morte por doença no Brasil, e o câncer de pulmão, a primeira causa de morte por câncer”, ilustra Nascimento, amparado por dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) que aponta que o tabaco é responsável direta ou indiretamente por 40% das mortes dos indivíduos em todo o mundo.

Mas, além das doenças já conhecidas causadas pelo hábito de fumar, existe ainda a possibilidade que o tabagismo tenha participação no processo de degeneração cerebral. “Ainda não se sabe se o cigarro realmente acelera a perda cognitiva, como ocorre com a Doença de Alzheimer, por exemplo”, informa o neurologista Ivan Okamoto, coordenador do Núcleo de Envelhecimento Cerebral da Universidade Federal de São Paulo e do Núcleo de Memória do Hospital Israelita Albert Einstein. “Mas é conhecido que o tabagismo é um importante fator de risco para o mau funcionamento cerebral”, declara.

Mas como o cigarro pode afetar o cérebro? O que se sabe é que o fumante fica mais suscetível a desenvolver problemas no sistema circulatório, como a aterosclerose. Nessa doença, as artérias sofrem uma inflamação e, com isso, placas de gordura grudam em suas paredes. Com o passar do tempo, elas se calcificam, diminuindo o calibre dos vasos, fazendo com que o cérebro receba menos sangue e uma menor quantidade de oxigênio e nutrientes. “Esse comprometimento vascular pode levar à lesão cerebral, progredindo gradualmente a um quadro demencial”, explica Okamoto, que alerta ainda que até quem convive com fumantes (fumantes passivos) pode estar sujeito a essas consequências.

Importante ressaltar que os sintomas de quadro demencial podem ser confundidos com estresse ou fadiga. Entretanto, independente da causa, quando o indivíduo passa a apresentar dificuldades de memória persistentes, alterações no padrão funcional, mudanças no comportamento, problemas de linguagem e até mesmo dificuldades motoras, é recomendável que seja avaliado por um médico.

Considerado uma doença crônica, o tabagismo precisa ser tratado com mudança comportamental e, muitas vezes, com acompanhamento de um médico que indique o tratamento adequado que combine terapias. Dependendo do caso, é possível incluir medicamentos que ajudem no controle dos sintomas da abstinência, que podem sabotar o abandono do fumo. Atualmente, o tratamento farmacológico inclui, entre outras terapias, a reposição de nicotina e medicamentos que auxiliam no controle da vontade e ansiedade de fumar, como o Champix (vareniclina), único produto desenvolvido especificamente para o tratamento do tabagismo. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam que fumantes que tentam parar de fumar sem ajuda médica têm menor chance de sucesso (uma média de 5%). E mesmo entre os que conseguem largar o cigarro, apenas de 0,5% a 5% mantêm a abstinência por um ano sem acompanhamento médico.

“A boa notícia é que, graças ao aumento da conscientização da população motivado pelas leis de restrição ao cigarro em ambientes fechados, proibição da publicidade, campanhas antitabagismo, novos tratamentos medicamentosos, entre outros, a cada ano o número de fumantes vem reduzindo”, diz Oliver Nascimento. Prova disso está no fato de que, em 1989, aproximadamente 35% dos brasileiros fumavam e, em 2008, este índice caiu para 17,2%*. “Além disso, com o aumento da expectativa de vida, as pessoas já são capazes de antecipar alguns cuidados e medidas preventivas para o bom funcionamento do corpo e da mente. Afinal, todos querem atingir a terceira idade mantendo-se o mais ativo e independente possível”, afirma Ivan Okamoto.



terça-feira, 29 de outubro de 2013

Novos dados de aumento de sobrevida a pacientes de câncer colorretal são apresentados

O câncer colorretal (CRC) é o quarto câncer mais comum no mundo, com uma incidência estimada global de mais de 1,2 milhão de casos4. Estima-se que 608.000 mortes ocorrem anualmente em todo o mundo devido ao CRC, representando 8% de todas as mortes por câncer e tornando-se a quarta causa mais comum de morte por câncer.4 Quase 60% dos casos ocorrem em regiões desenvolvidas e as taxas de incidência e de mortalidade são substancialmente mais elevadas nos homens do que nas mulheres.5 Somente na Europa, um número estimado de 436.000 pessoas desenvolve o CRC anualmente, e cerca de 212.000 morrem da doença todos os anos.

A biofarmacêutica da Merck, anunciou que o grupo investigador cooperativo alemão AIO,(ArbeitsgemeinschaftInternistischeOnkologie) apresentou novos dados do estudo clínico defase III,cabeça-a-cabeça, FIRE-3, o qual mostrou melhora clinicamente relevante de cetuximabe mais FOLFIRI versus bevacizumabe mais FOLFIRI no tratamento em primeira linha do câncer colorretal metastático (CCRm) em pacientes com tumores RAS selvagem.

Os novos dados, a partir de uma análise exploratória pré-planejada, foram apresentados no Congresso Europeu de Câncer 2013 (ECCO-ESMO-ESTRO). A análise demonstra aumento de 7,5 meses na sobrevida global mediana em pacientes CCRm com tumores RAS selvagem (n=342), definido como não apresentando mutações nos exon2, 3 e 4 do KRAS e NRAS), recebendo FOLFIRI mais cetuximabe na 1ª linha em comparação a pacientes que receberam FOLFIRI mais bevacizumabe (SGm: 33,1 meses versus 25,6 meses, respectivamente; razão de risco [HR]: 0,70; p = 0,011). Em uma análise post hoc, no grupo de pacientes com qualquer mutação RAS (n = 178), os pacientes que receberam na 1ª linha FOLFIRI mais cetuximabe alcançaram SGmde 20,3 meses versus 20,6 meses no grupo que foi tratado com FOLFIRI mais bevacizumabe (HR: 1,09; p = 0,60).

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Projeto de Peito Aberto em parceria com a GE

O Projeto De Peito Aberto firmou uma parceria com a GE nesse Outubro Rosa e algumas de nossas Guerreiras Vencedoras contarão suas histórias de superação em vídeos curtos e emocionantes.

Nós, Vera Golik e Hugo Lenzi, autores do Projeto De Peito Aberto, e toda nossa equipe, estamos muito felizes com essa parceria com a GE. Somos imensamente gratos a nossa Guerreira Vencedora, Dalva Sandes por compartilhar a sua história e nos ajudar a levar força e coragem para tantas pessoas!

Entre no site da GE e veja o maravilhoso vídeo com a trajetória da Dalva.


terça-feira, 22 de outubro de 2013

Anhembi Morumbi e Pérola Byington realizam desfile para elevar a autoestima da mulher

 No mês em que a conscientização sobre a importância do autoexame e da mamografia para a prevenção do câncer de mama está em pauta, a Anhembi Morumbi, integrante da rede internacional de universidades Laureate, em parceria com o CRSM do Hospital Pérola Byington – especializado em saúde da mulher – realiza o 9º Desfile da Primavera, cujo tema da vez é “O Bordado do Improviso”. Na passarela, ao invés de modelos profissionais, sobem pacientes. O evento acontecerá no dia 25 de outubro, às 15 horas, no câmpus Morumbi.

O objetivo é elevar a autoestima das mulheres que estão passando por tratamento contra o câncer e conscientizar outras sobre a importância do autoexame e de consultas periódicas. Para isso, 21 voluntários, entre alunos e docentes do curso de Design da Moda, trabalharam na criação de peças que contam com o charme do crochê e do tricô feitos à mão, ponto a ponto. Segundo Eloize Navalon, coordenadora do curso de Design de Moda, a técnica foi escolhida por dar origem a um tecido maleável e resiliente, características encontradas nessas mulheres que lutam pela vida, muitas vezes no improviso.

Também participam da ação, alunos dos cursos de Negócios da Moda, envolvidos na organização do evento, de Produção Musical, que assinam a trilha sonora do desfile, e de Estética e Cosmética com ênfase em Maquiagem Profissional e Visagismo e Terapia Capilar, que cuidarão do makeup e cabelo das ‘modelos’.
Este é o terceiro ano em que a Anhembi Morumbi apoia a iniciativa. “Sabemos o quanto uma ação como essa pode contribuir para o bem-estar das mulheres”, afirma Eloize Navalon.

Concepção do projeto

De forma livre, improvisada, as peças foram inspiradas na capacidade de transformação e superação do ser humano. Manter-se resiliente é o ponto central da gestão emocional, e, consequentemente, da saúde e bem estar. É a capacidade de improvisar, agindo de acordo com o que se tem em mãos. A partir deste conceito, os profissionais escolheram abrir mão de roteiros ao criar os tecidos para suas peças.

As técnicas escolhidas foram o crochê, o tear, o tricô e o bordado. A matéria-prima virou tecido e este, por sua vez, tornou-se vestimenta – representando o ciclo de mudanças da vida e o poder de renovação.

O branco aparece com destaque nas criações, por representar o recomeço. Os desenhos simbolizam o sistema imunológico. Nestas imagens, tons violáceos, azuis e lavanda remetem a uma crença metafísica do poder desses tons para a transformação pessoal e elevação espiritual. O violeta e o roxo, por exemplo, ajudam a combater os medos e contribui para a paz limpando a mente de transtornos emocionais.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Novo método a laser beneficia mulheres com câncer de mama

Além de todo o desconforto e das preocupações ocasionadas pela descoberta do câncer de mama, cerca de 80% das mulheres jovens com este diagnóstico passam por tratamento que requer a indução da menopausa. O objetivo é estancar a produção do estrógeno, hormônio que tem relação com esse tipo de neoplasia.

Nem sempre esse processo, porém, pode ser revertido após o final do tratamento - justamente para impedir que as células tumorais voltem a se multiplicar. E com a menopausa precoce, essas mulheres acabam por conviver também com a atrofia vaginal, condição que compromete a vida sexual. Isso porque a falta de estrógeno, leva ao ressecamento, perda de elasticidade e afinamento da parede da vagina.

Como nessas pacientes, não é possível recorrer aos hormônios tópicos, recomendados para tratar a atrofia vaginal, um novo método a laser recém-chegado no Brasil, é uma opção segura para essas mulheres. Disponível no primeiro centro brasileiro de tratamento de atrofia Vaginal, o Espaço Deka, em São Paulo, o método não possui contra-indicação.

Pesquisa internacional realizada da Universidade de Pavia comprovou que esse tipo de laser, chamado de Monalisa Touch, não só estimula a produção de colágeno, devolvendo espessura à pele por meio da multiplicação celular, como melhora a frouxidão na parede vaginal. Indiretamente ainda reduz o ressecamento do órgão feminino, pois aumenta a atividade dos fibroblastos, melhorando a vascularização e o nível de hidratação da mucosa.

Indolor, o Monalisa Touch é feito por ginecologista após avaliação clínica no próprio consultório. São necessárias entre um ou duas sessões que não duram mais do que 30 minutos.

Caso se interessarem pela pauta, a ginecologista e mastologista Vera Lucia da Cruz, professora da Faculdade de Medicina do ABC, poderá falar sobre a nova técnica e esclarecer dúvidas sobre o câncer de mama.