quinta-feira, 27 de novembro de 2014

29 de Novembro: Dia Nacional de Combate ao Câncer da Pele


Sociedade Brasileira de Dermatologia quer conscientizar a população para a prevenção da doença

Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer) este ano o Brasil terá, aproximadamente, 577 mil casos de câncer. A maior incidência será o da pele, tanto em homens como em mulheres. Cerca de 182 mil pessoas apresentarão a doença em 2014. E para lembrar a importância de prevenir-se da doença, a Sociedade Brasileira de Dermatologia vai fazer ação de atendimento à população.

No Dia Nacional de Combate ao Câncer da Pele, 29 de novembro, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), que promove a campanha, disponibilizará postos de atendimento gratuitos pelo país. Os especialistas vão realizar exame preventivo para pacientes de alto risco para o câncer da pele. Algumas das características das pessoas que se enquadram nesse perfil são: pessoas com histórico da doença na família, indivíduos com a pele muito clara e pessoas com cabelos claros.

“Ninguém deveria morrer de melanoma. Ninguém deveria morrer por causa de uma pinta. O paciente de risco é o grande foco da ação do dia 29. Vamos orientar a população para indicar o que podem fazer para prevenir-se do câncer da pele e para mostrar àqueles que têm maior propensão ao desenvolvimento da doença, o que podem fazer para evitar o câncer. Também precisamos alertar que nada substitui a consulta ao dermatologista”, afirma o Dr. Marcus Maia, dermatologista e Coordenador da Campanha Nacional de Combate ao Câncer da Pele.


Este ano, a previsão é de atender cerca de 35 mil pacientes por 4 mil médicos voluntários. Cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Ceará, Pernambuco e várias outras terão atendimento para identificação de risco para o câncer da pele; serão quase 140 postos distribuídos por todo o país.

Na data, os dermatologistas dedicarão um dia inteiro para avaliar o risco da população para a doença. A ideia é informar a população sobre a importância de prevenir-se do câncer. “Como o câncer da pele é um problema de saúde pública, a ação que estamos promovendo é importante para transmitir informações de conscientização sobre a doença e auxiliarmos na prevenção desse tipo de câncer, que é o mais comum no Brasil”, afirma Dra. Denise Steiner, presidente da SBD.

Novidades

Você conhece os danos que o sol causou na sua pele até agora? Mostrar essa realidade é a ideia da Sociedade Brasileira de Dermatologia, para alertar para a importância da proteção solar. Por meio de uma câmera com lente UV, é possível ver como a pele foi atingida pelo sol e como o protetor solar auxilia nessa proteção.

Depois de São Paulo, o Rio de Janeiro vai entrar na ação. A câmera com a lente UV fica disponível desta quinta-feira, 27, a domingo, 30. No período, os visitantes do Shopping Barra vão poder ver os danos do sol na pele.

Os visitantes serão convidados a tirar uma foto com a câmera com flash especial e com lentes ultravioleta, para detectar manchas suspeitas antes de serem visíveis a olho nu. Dessa forma, será possível identificar os riscos para o câncer da pele precocemente.

Uma ação mais ampla é desenvolvida no Dia Nacional de Combate ao Câncer da Pele, comemorado sempre no último sábado de novembro. No ano passado, foram cerca de 35 mil atendimentos e quase de 13% das pessoas atendidas foram diagnosticadas com câncer da pele. Outros 57% revelaram que costumam ficar expostas ao sol sem o uso de protetor solar.

Na última campanha, realizada em 2013, cerca de 4 mil médicos voluntários e outros profissionais da área de saúde fizeram o atendimento gratuito em 140 postos montados em 23 estados. Desde que as ações desenvolvidas no Dia Nacional de Combate ao Câncer da Pele começaram, há 14 anos, mais de 450 mil pessoas foram atendidas.

Pacientes de risco são o foco do Dia Nacional de Combate ao Câncer da Pele

A exposição ao sol de forma inadequada pode trazer inúmeros prejuízos à saúde, além de ser responsável pelo câncer de maior incidência no Brasil, o câncer da pele. Se uma pessoa tem qualquer um dos fatores que podem levar a doença deve comparecer aos postos no dia 29 de novembro e realizar o exame preventivo gratuito:

- Pessoas com histórico de câncer da pele na família;

- Indivíduos com pele muito clara, que costuma ficar com vermelhidão e nunca bronzeia;

- As pessoas com cabelos claros;

- Com olhos claros;

- Que possuem pintas pelo corpo;

- Que já sofreram queimaduras pelo sol;

- Que possuem sardas na face e/ou ombros;

- Que já tiveram câncer da pele;

- Que ficaram expostas por um longo período ao sol sem proteção;

- Que possuem pinta que muda de cor;

- Que tem feridas que não cicatrizam;

- Os idosos.

- Os albinos.

As informações dos locais e endereços dos postos de atendimentos para a realização dos exames preventivos serão disponibilizadas pelo telefone 0800 701 3187.

Calculadora de risco para câncer da pele

A Sociedade Brasileira de Dermatologia disponibiliza gratuitamente, em seu site, uma Calculadora de Riscos para câncer da Pele. Por meio dessa ferramenta, os usuários, respondendo a um questionário desenvolvido por especialistas da SBD, recebem informações sobre as chances de virem a desenvolver a doença no futuro.

Acesse a Calculadora de Riscos para Câncer da Pele

http://www.sbd.org.br/calculadora-de-risco-de-cancer-da-pele/

Atenção: a calculadora possui apenas caráter informativo. Os dados obtidos a partir da ferramenta não constituem diagnóstico e não substituem, em nenhuma hipótese, a consulta a um dermatologista.

Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia

Femama lança campanha em favor do tratamento igualitário do câncer de mama avançado



“Para Todas as Marias” está sendo lançada oficialmente no dia 26 de novembro e tem como objetivo ampliar o debate sobre igualdade de direitos no tratamento de câncer avançado no Brasil

A Femama – Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama – instituição que atua no sentido de influenciar a formulação de políticas públicas que ampliem direitos de acesso de pacientes à atenção à saúde da mama, acaba de lançar uma nova campanha. Intitulada “Para Todas as Marias”, a iniciativa visa garantir o direito igualitário ao tratamento para o câncer de mama avançado no Brasil.

A campanha está sendo lançada oficialmente pela presidente voluntária da Femama, a médica mastologista Maira Caleffi, no dia 26 de novembro, em Porto Alegre, durante o I Ciclo de Debates sobre Câncer de Mama para Parlamentares, edição Rio Grande do Sul, evento realizado pela Femama com a participação de médicos especialistas, parlamentares e pacientes convidados, que discutirá as formas pelas quais o Legislativo Estadual pode contribuir para ampliação do acesso ao tratamento de câncer de mama avançado na rede pública de saúde.

A campanha pretende gerar mobilização e contará com uma forte presença digital. O site: www.paratodasasmarias.com.br reunirá informações sobre direitos da paciente com câncer de mama avançado, vídeos que trazem depoimentos de pacientes e um geolocalizador com a indicação de instituições filantrópicas de apoio a mulheres com câncer de mama em todo o país. A página do Facebook “Para Todas as Marias” tem como objetivo permitir maior interação entre todos os públicos, especialmente pacientes, que buscam nas redes sociais um canal para trocar experiências e levantar informações.

Além disso, estão programados eventos e uma petição pública online foi criada para convidar toda a população a participar da mobilização pelo tratamento igualitário do câncer de mama avançado, através de inclusão no Sistema Único de Saúde (SUS) de medicamento inovador já comercializado no Brasil e hoje disponível para pacientes que contam com planos de saúde.

O câncer de mama ainda é um grave problema de saúde pública. É o tipo de tumor mais comum entre as brasileiras, excluindo os casos de câncer de pele não melanoma, responsável por mais de 57 mil novos casos por ano, conforme dados do Ministério da Saúde para 2014. Segundo dados do Tribunal de Contas da União (TCU), cerca de metade das usuárias do SUS diagnosticadas no país em 2010 já estavam em estágio avançado.

Estimativas mostram que a mortalidade por câncer de mama é proporcionalmente maior no Brasil do que em países desenvolvidos. Entre os motivos estão níveis de escolaridade, diagnósticos tardios, dificuldade de acesso ao sistema de saúde e a falta de medicamentos de última geração, especialmente para pacientes com câncer de mama avançado.

O câncer de mama avançado compreende dois estágios: ele pode ser localmente avançado, ou seja, ainda situado na região da mama; ou metastático, quando as células cancerígenas se espalham para outros órgãos, como os pulmões, os ossos ou o fígado. A cura do câncer de mama depende do estágio em que a doença for diagnosticada. No caso de metástase, as chances são menores. Por isso, essa fase da doença é responsável por 90% dos óbitos. O tratamento para câncer metastático é realizado com o objetivo de melhorar a qualidade de vida e promover o controle de sintomas por toda a vida da paciente.

Inovação no tratamento do câncer

Já existem no Brasil medicamentos de tecnologia avançada que adiam a necessidade da quimioterapia intravenosa, prolongam o tempo de vida sem desenvolvimento da doença e garantem melhor qualidade à vida de pacientes com câncer de mama. “Esses medicamentos, no entanto, não estão disponíveis na rede pública para mulheres com câncer de mama avançado”, alerta a médica mastologista Maira Caleffi, presidente voluntária da Femama.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) listou o medicamento everolimo (de uso oral) para reembolso obrigatório pelos planos de saúde a partir de 2014, conforme atualização do chamado Rol de Procedimentos da ANS, publicada no Diário Oficial da União (DOU), Resolução Normativa nº 338 de 21 de outubro de 2013. Antes mesmo da decisão da ANS, diversas operadoras já cobriam o uso do medicamento.

Estudos realizados com o everolimo* indicam que o tratamento é capaz de retardar o uso da quimioterapia intravenosa, sem comprometer a qualidade de vida da paciente e prolongar o tempo sem desenvolvimento da doença. O tratamento oral diminui o tempo em hospitais e as reações adversas provenientes de tratamentos mais agressivos e menos modernos. O medicamento foi aprovado pela Anvisa em fevereiro de 2013 para uso em mulheres na pós-menopausa com câncer de mama avançado e hormônio-dependente (RH+). Há 15 anos não havia nenhuma novidade para pacientes com esse perfil.

“O tratamento oral possibilita maior bem estar e qualidade de vida para a paciente, não alterando sua rotina já que o remédio pode ser administrado em casa, liberando vagas hospitalares que podem ser oferecidas a pacientes que realmente não têm alternativas além da quimioterapia intravenosa ou a internação”, reforça Maira Caleffi.

Uma parceria público-privada instituída entre a FURP - Fundação para o Remédio Popular - e o laboratório de referência permitirá o desenvolvimento do medicamento no país, reduzindo os custos de aquisição, além de contribuir com o crescimento da produção científica no Brasil.

Sobre a Femama

A Femama – Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama – é uma entidade sem fins econômicos que concentra uma rede de 57 instituições ligadas à saúde da mama, presentes em 17 estados brasileiros e Distrito Federal, e integra mais de 1 milhão de cidadãos. A Federação atua na articulação de uma agenda nacional única para influenciar a formulação de políticas públicas de atenção à saúde da mama. Seu objetivo é reduzir os índices de mortalidade por câncer de mama no Brasil.

Fonte: Tino Comunicação

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Fé, amor e superação!


Hoje recebemos o depoimento de Netinha Tannus, uma guerreira que deixa claro o quanto o amor e a fé  são capazes de vencer qualquer desafio.

Eu levava uma vida bem corrida e normal, feliz, bem casada, mãe de dois filhos lindos, com alguns projetos e sonhos em andamento, nada de muita diferente de todas nós. Em abril de 2009 descobri o Câncer de Mama, logo aquele susto, lágrima, medo, duvida e angustia. Mas na hora disse: Deus cancela isso na minha vida, pois, levaste sobre si todas as enfermidades. E a luta começou. Realizei diversas quimioterapias, quadrantectomia e radioterapia.

Depois de um ano e meio de tratamento, tudo voltou ao normal. Voltei a trabalhar e retomei minhas atividades. Quando em um lindo dia de domingo em 04 Agosto de 2013, o susto novamente, passei muito mal sentia muita falta de ar. Depois de muitos exames, uma semana bem corrida veio a noticia da visita das Metástases, muitas delas. Naquele momento pra variar estava eu e o espirito santo para me confortar, mas como eu ia chegar em casa e dizer para o amor da minha vida que de novo que eu estava doente?

Disse primeiro que ele podia seguir com a vida dele e depois pedi a Deus sabedoria e contei tudinho, e ele disse: “Minha Rainha estamos juntos, estou com você e vamos nessa, vamos vencer, eu creio e tenho certeza”. E novamente iniciei a quimio que tinha de ser imediata, pois eu estava entrando em uma crise Visceral. Fiquei super inchada, tantos exames e furadas, sem falar, levantar, meus filhos choravam a me ver e perguntavam se eu não iria voltar ao normal e tudo isso logo no mês de aniversário de um deles. 

Foram dias bem difíceis ainda mais com a ausência de muitos que gostaria que estivesse por perto nesse momento, mas a providencia de Deus era muito maior, nesse momento fortalecia o nosso amor e a família cada vez mais unida, amigos tão queridos fomos presenteados e permaneceram com a gente.

Em janeiro/14 o cansaço era muito grande e tive derrame pleural em grande volume tive que operar o pulmão 2 vezes na mesma semana. Retomei as quimios logo em seguida. Agora em agosto /14 depois de mais de 38 quimios, parei com a quimioterapia, vou operar para retirada de útero e ovários. Depois faremos um check-up. Meus médicos estão impressionados com o resultado de meus últimos exames. 

A doença segundo a medicina esta no controle, foi muito bom ouvir isso. Melhor ainda é saber que Deus tem cuidado de mim e tenho vivido momentos maravilhosos. Não vou desanimar, jamais. A Fé é assim: a certeza daquilo que não vemos, com a convicção de que ela vai acontecer. Eu sempre disse que ficaria bem e todos os dias fico surpreso com o tamanho do amor de Deus pela minha Vida.

Agradeço ao meu esposo amigo, companheiro, confidente, namorado e muitas vezes médico. Obrigada por me entender, respeitar, cuidar e me amar. Como sempre pensamos: nos encontramos, completamos e vivemos a realização de nosso amor, conforme a vontade de Deus. 

A Minha irmã Fernanda, minhas tias Marias, meus sogros que são verdadeiros pais, meu muito obrigada! O amor é muito importante nesse tratamento, fundamental, isso eu tive e tenho a todo instante. Estou sendo, vivendo e aprendendo a ser feliz, muito feliz a cada dia, com meu amor, meus filhos que amo e minha Família.

Na busca de aprender a vencer os desafios e obter mais informações e realmente ajudar, criei minha pagina Fé e Câncer. Um grande beijo no coração de todos. Obrigada Deus, muito obrigada.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Conheça a luta de Cristiane Cardoso Müller

 Para fortalecer ainda mais nossas leitoras, recebemos o depoimento de uma guerreira muito otimista. Confira abaixo:

Sou tenho Cristiane Cardoso Müller  37 anos. Arte-finalista e diagramadora. Atualmente trabalho em casa como freelancer. Exatamente no dia 15 de março de 2014, antes do banho fui fazer meu auto-exame das mamas, foi quando encontrei com caroço fixo no quadrante superior lateral esquerdo, do lado da axila, ali percebi que algo estava errado, pois, existia algo onde não deveria existir. No dia seguinte, marquei consulta com minha ginecologista e como ela não conseguiu saber exatamente o que poderia ser, pediu os exames de mamografia digital, ultrassom das mamas e de abdómem total, exame de sangue e papanicolau.

Comecei a perceber o ar de preocupação em todos os profissionais que realizaram meus exames, e principalmente na urgência que os exames foram liberados os resultados antes das datas previstas. Como sou muito curiosa, no exame de ultrassom das mamas, conversei com a médica, ela me mostrou as imagens e meu explicou por cima sobre nódulos, cistos e tumores, foi quando tive certeza de que o que eu tinha era câncer de mama, já que eu estava fazendo minhas pesquisas e colhendo informações, tudo que estava acontecendo comigo me dizia que era câncer e que eu deveria me preparar. Dia 01/04/2014 levei os exames para minha médica olhar, foi quando me disse que era suspeita de câncer de mama e que eu seria encaminhada para um mastologista. No dia seguinte já estava passando com um médico que pediu exames mais rigorosos como biópsia, ressonância e exames pré-operatórios. Ali eu já estava me preparando psicologicamente para encarar o que viesse pela frente e ainda preparar meus familiares para o que estava por vir.

Dia 29/04/2014 levei o resultado para o meu médico mastologista, e ele confirmou que era maligno de grau II e que a cirurgia seria o mais rápido possível, não dava pra esperar muito. Foi então que marcamos a cirurgia para o dia 13/05/2014. Mas eu estava tranquila, pois, já havia lido todos os exames antes, tinha certeza do diagnóstico. Meu marido me acompanhou em todas as consultas e sempre foi muito companheiro, isso também me passou confiança. Chorei por uns 10 minutos, pois, apesar da minha cabeça, do meu psicológico estar preparado para a notícia pior, sempre fica aquele pingo de esperança de que não seja. Agora era certeza que eu tinha câncer de mama, fiquei com raiva, enxuguei minhas lágrimas, respirei fundo, ergui a cabeça e segui em frente, pois, aquilo não nasceu comigo, não pertencia ao meu corpo, então ia cair fora! E o tempo que eu tinha para tomar decisões era muito curto, não dava pra pensar muito, era resolver o problema.

Foi então que separei meu tratamento em fases:
Fase 1 - Diagnóstico exato do caroço encontrado (concluído em 45 dias);
Fase 2 - Cirurgia (Arrancar isso do meu corpo, pois, não me pertence. Concluído dia 13/05);
Fase 3 - Aguardar exame imuno-histoquímico para ver qual tratamento será feito e encaminhamento para o oncologista (aguardando);
Fase 4 - tratamento oncológico (aguardando);
Fase 5 - Cura total.
Fase 6 - Minha recompensa: minha cirurgia reparadora.

Conclusão: minha cicatriz é uma cicatriz de guerra, minha guerra contra o câncer, na qual eu sou uma guerreira e venci essa guerra. Será uma marca no meu corpo como minhas tatuagens, cada uma conta uma fase, uma história da minha vida, e a cicatriz conta a minha luta contra o câncer de mama.

Minha recuperação completa após uma mastectomia radical com esvaziamento axilar foi em 15 dias, com 23 dias após minha cirurgia, minha vida voltou ao normal (com restrição apenas para pegar peso), não ficou nenhuma sequela, estou liberada até para dirigir. Como disse meu médico, minha autoestima, alegria, confiança e consciência do que eu tinha e do que precisava ser feito levaram à um diagnóstico rápido e na cura total da doença e que gostaria que suas pacientes fossem como eu, apesar da doença, estou sempre com sorriso no rosto, independente do que está por vir.

Levo minha vida com alegria e sempre ansiosa para a chegada da nova Fase. Pois, cada fase que passa, minha recompensa chega mais perto. Dia 12/06 passei com meu mastologista Dr. An Wan Ching para levar o resultado do Imuno-Histoquímico e vou precisar fazer quimioterapia. No dia seguinte já passei com a minha oncologista no AC Camargo de Santo André, e ela confirmou que como teve metástase e por causa da idade, vou precisar fazer quimioterapia por 6 meses, depois radioterapia e em seguida um tratamento de 10 anos de hormonioteriapia, devido o tipo de câncer ser de ordem genética e hormonal.

Estou feliz pois, vou fazer meu tratamento e ficar totalmente curada.
Cabelo... é igual mato, cortou ele cresce. Agora a auto-estima, confiança, energia e pensamentos positivos só me fazem crescer mais ainda como pessoa e como mulher. Faz com que eu passe confiança e tranquilidade para todos que estão à minha volta e dessa forma fica fácil eles me ajudarem também. Outro dia estava injuriada e cansada de lidar com liberação exames, burocracias de convênio, que joguei tudo pro alto e comprei 19 lenços variados, me diverti muito, isso foi o começo da minha fase de quimioterapia, escolher meus lenços sem correria e desespero por estar ficando sem meu cabelo.

Depois que terminar meu tratamento vou doar alguns e outros vou guardar de recordação! Quero iniciar meu tratamento logo, assim termina logo, estava aguardando liberação do convênio para fazer minha cirurgia de retirada da vesícula, pois, haviam pedras e minha oncologista Dra. Monique não quis começar o tratamento sem fazer a cirurgia, pois, o risco dela entrar em crise era possível e a cirurgia q seria simples por ser de videolaparoscopia, se tornaria de alto risco devido a baixa imunidade. Graças à Deus e ao meu positivismo estou ótima, já recebi alta do meu médico para dirigir e fazer algumas coisas.

Dia 25/06/2014 fui operada e tive minha vesícula retirada, dia 25/07/2014 iniciei meu tratamento quimioterápico 4 quimios da série vermelha (já concluídas) 12 da série branca. Já tomei 3. Graças à Deus e ao meu positivismo e autoestima o tratamento está passando rápido. e como diz minha prima, Força na peruca!

A duas únicas certezas nessa vida..Vou me dar o luxo de ser egoísta e o que me importa é viver muuuuuuuuitos anos para curtir minha família!

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Prevenção x Câncer de Mama


Mais de 57 mil mulheres brasileiras serão diagnosticadas com câncer de mama neste ano, de acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA). Informar-se sobre prevenção e diagnóstico precoce se torna, assim, fundamental para todas as mulheres.

Um importante fator de risco para desenvolvimento da doença ainda é o envelhecimento, uma vez que as taxas de incidência aumentam com a idade. Há, porém, outros fatores que influenciam no surgimento de tumores mamários, como primeira menstruação precoce (antes dos 12 anos), menopausa tardia (após os 50 anos), obesidade, sedentarismo, tabagismo e alimentação não saudável, além do uso contínuo de anticoncepcionais, de terapias com reposição hormonal e de antecedentes familiares de câncer de mama. Dessa forma, um dos primeiros passos para a prevenção é a mudança de hábitos.

No entanto, existem fatores protetores contra a doença, como gravidez e amamentação. De acordo com especialistas, no período de gestação e amamentação a mulher tem menos hormônios que estariam relacionados ao desenvolvimento do câncer de mama. Essa proteção relativa, entretanto, deve estar sempre associada a outros hábitos de vida saudável, como não fumar, ter uma boa alimentação, praticar atividades físicas, controlar o peso e evitar o consumo de bebidas alcoólicas.

É preciso ainda desmistificar certas dúvidas frequentes entre as mulheres: sutiãs, desodorantes e silicone podem causar a doença? Esses mitos foram propagados por algum tempo, mas não há nenhuma relação cientificamente comprovada.

Assim como se prevenir, estar atenta aos sintomas, realizar os exames periódicos e procurar sempre a orientação de um clínico é fundamental. Entre os sinais mais comuns da doença, estão:
Nódulo palpável na mama ou axila;
Retração ou descamação do mamilo;
Alterações na pele da mama (manchas, edema, vermelhidão);
Sangramento pelo mamilo;
Qualquer retração da mama;

Além disso, o auto-exame das mamas deve ser feito regularmente a partir dos 20 anos de idade, após uma semana do início da menstruação e a mamografia, principal exame de rastreamento, deve ser realizada a partir dos 40 anos, com periodicidade anual, até os 69 anos. Para quem tem casos de câncer de mama na família, a idade deverá ser antecipada e deve-se manter um acompanhamento clínico especializado. Quando descoberto em fase inicial, as chances de sucesso no tratamento do câncer de mama superam 90%.

Mães, filhas, tias e amigas, compartilhem com outras mulheres seu conhecimento. Até as super-heroínas se cuidam!

Fonte: A.C.Camargo

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Câncer de Ovário

Entre todos os tipos de cânceres em mulheres, o câncer de ovário é o que tem a taxa de sobrevivência mais baixa. Sendo diagnosticado anualmente em quase 250.000 mulheres em todo o mundo, o câncer de ovário é responsável por 140.000 óbitos por ano. Os dados estatísticos indicam que apenas 45% das mulheres com câncer de ovário têm probabilidades de sobreviver por cinco anos, em comparação com 89% das mulheres com câncer de mama.

A maioria das pacientes apenas são identificadas nas fases avançadas da doença, quando o seu tratamento é mais difícil. Não há nenhum teste simples ou de rotina para descobrir o câncer de ovário com precisão. Não existem testes de detecção precisos e seguros para o câncer de ovário. O que sabemos é que existe um determinado número de fatores que aumentam o risco de a mulher desenvolver câncer de ovário:

Idade: A maioria dos casos de câncer de ovário ocorre em mulheres com mais de 55 anos, dado que chegaram à menopausa. Todavia, alguns tipos de câncer de ovário podem aparecer em mulheres jovens.

Antecedentes familiares: As mulheres para quem é maior o risco (relativamente à população geral) de desenvolverem câncer de ovário são as que têm dois ou mais parentes que tiveram câncer de ovário, da mama, do cólon ou do útero, quer seja do lado paterno ou materno da família.

Muitas vezes, os sintomas do câncer de ovário podem ser confundidos com outros problemas menos graves, tais como as enfermidades gastrointestinais.

Genética: O risco também aumenta quando a pessoa é portadora de anormalidades nos genes BRCA1 ou BRCA2 (genes que ajudam a reparar os danos nas células). Outros fatores: O risco de desenvolver câncer de ovário é maior nas mulheres que não tiveram filhos, que nunca tomaram a pílula anticoncepcional, que iniciaram o período menstrual muito cedo ou cuja menopausa começou mais tarde do que a média.

Para as mulheres que já tiveram endometriose é mais provável desenvolverem câncer de ovário.

Existem atualmente duas opções para reduzir o risco de câncer de ovário, sobre as quais você poderá falar com seu médico. Pílula anticoncepcional: Tem sido demonstrado que os contraceptivos orais reduzem o risco de câncer de ovário entre 30% e 60%. Poderá ser considerada a cirurgia preventiva para remover os ovários e as trompas de Falópio, se os testes genéticos indicarem um aumento do risco do câncer de ovário.

Para as mulheres que estão na fase pós-menopausa, a cirurgia pode reduzir o risco do câncer de ovário em 85%-90%, bem como outros cânceres relacionados. Para as mulheres na fase pré-menopausa, a remoção dos ovários e das trompas de Falópio também pode reduzir o risco do câncer de mama entre 40% e 70%.

Os estudos de pesquisa têm demonstrado que a forma mais comum e mais grave de câncer de ovário começa realmente nas trompas de Falópio. Toda a mulher que está considerando a cirurgia ginecológica poderá discutir sobre a remoção das trompas nessa ocasião.

Manter um peso corporal saudável poderá também reduzir o risco. Antes de tomar tais importantes decisões, é importante analisar a série de riscos e benefícios. Seu médico também poderá discuti-los com você.



Fonte: Mulher Consciente